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Currículo

Criando um currículo no Canva: 4 coisas para considerar antes de usar essa ferramenta

por Adeline Daniele 20 de maio de 2021
escrito por Adeline Daniele

Se você já acompanha o blog e o canal há um tempo, você já sabe que a aparência de um currículo não importa na sua eficácia para passar nos processos seletivos, e sim o conteúdo desse documento.

Mas, depois de explorar esse tema e aprender a escrever e a criar um currículo atrativo, você pode sim partir para o lado criativo e ter um modelo com um apelo visual mais interessante! E uma das formas de fazer isso é usar os modelos prontos de currículo no Canva!

Para quem ainda não conhece, o Canva é uma plataforma de design gráfico, com recursos gratuitos e pagos, que permite criar várias coisas legais: desde posts no instagram, até cartazes, colagens de fotos, apresentações em PDF e, claro, modelos de currículo criativos!

Eu testei essa ferramenta e cheguei a fazer um vídeo compartilhando as dificuldades que eu tive, e também a minha luta para fazer o conteúdo do meu currículo caber nos modelos que são oferecidos na plataforma. Se quiser me ver sofrer, é só dar o PLAY aqui embaixo:

E é claro: coletei todos os aprendizados que tive e as considerações que devem ser feitas caso você esteja pensando em fazer um currículo no Canva para enviar para vagas e recrutadores.

Quer saber se criar um currículo no Canva vale a pena? Então continua lendo este artigo!

#1 Verifique se o modelo de currículo do Canva tem espaço o suficiente para você adicionar suas informações

Quem dita o tamanho do seu currículo e a quantidade do conteúdo que ele vai ter não é o modelo ou o formato dele, e sim a VAGA e as experiências que você precisa destacar mais para se relacionar com ela.

Então, mesmo você tendo que fazer adaptações, o modelo de currículo que você escolher no Canva precisa estar dentro dos requisitos mínimos de espaço que você precisa para escrever.

Se você tem mais de duas ou três experiências de trabalho para adicionar, por exemplo, busque por modelo que tenha um bom espaço em branco para você incluir tudo isso, ou até mesmo encontre um template que já tenha vários exemplos pré-preenchidos.

#2: Seu currículo no Canva pode não passar na triagem do RH

Uma das minhas maiores preocupações com currículos criados no Canva é se esse tipo de arquivo é compatível ou fácil de ler pelos sistemas automáticos de recrutamento.

Caso você não saiba, muitas companhias e sites de vagas utilizam um sistema próprio para selecionar perfis para vagas – conhecido como ATS (Application Tracking System, na sigla em inglês). 

Isso significa que quando você faz sua candidatura, seu documento não será lido primeiro por um ser humano, mas sim por um “robô”, que fará a varredura no seu currículo em busca de palavras-chave específicas que o recrutador digitou.

E somente depois dessa primeira triagem é que o recrutador lê os currículos pré-selecionados pelo sistema.

Então, além de você garantir que seu currículo tenha as principais palavras-chave para a vaga e área que você se candidatou, é preciso ter certeza de que o conteúdo do arquivo gerado pelo Canva será facilmente reconhecido e lido pelos ATS.

Infelizmente, ainda não encontrei um serviço em português que simulasse esse sistema do RH pra verificar se o modelo de currículo que eu criei no Canva seria facilmente reconhecido.

Mas, eu enviei a versão do meu currículo quase idêntica à que eu criei ali no vídeo para um serviço online que revisa currículos – e uma das etapas de revisão envolve o teste com esses ATS. E o resultado foi esse aqui:

Porém, como isso não foi um teste direto com um programa e não foi feito em português, eu ainda recomendo que você tome cuidado com os modelos de currículo no Canva, afinal existem sistemas que são diferentes e podem variar de empresa para empresa. Se isso foi testado e deu certo para você, então sem problemas! 🙂

#3: Quando é mais adequado enviar um currículo criativo?

Dito isso sobre os sistemas automatizados de leitura de currículo, em vez de a gente se perguntar se a gente deveria utilizar o currículo do Canva para se candidatar a vagas, a pergunta certa deveria ser quando é adequado enviar esse currículo criativo.

E a opção mais segura seria quando você sabe que ele vai ser aberto e lido por alguma pessoa ou recrutador em uma empresa. Ou seja, que um ser humano irá de fato abrir este arquivo. 

Então, por exemplo, quando você envia seu currículo por email, você pode enviar um arquivo mais bonito e criativo feito no Canva, porque o documento vai ficar anexado direto ali pra pessoa ver.

Essa, aliás, é uma das estratégias que eu mais recomendo para quem está procurando emprego. 

Já tem post bem completo e um vídeo lá no canal, inclusive, pra você pegar dicas sobre isso e tem até um modelo de mensagem pronta para você enviar para recrutadores e empresas. Confira o link abaixo:

  • Email para enviar currículo: modelo de texto e dicas para abordar recrutadores!

Logo, quando você já teve contato prévio com alguém e essa pessoa te pediu para você enviar seu currículo diretamente para ela, você tem a chance de se diferenciar na concorrência enviando o currículo do Canva.

#4: Leve em consideração a frequência de atualização de seu currículo 

Se você tem que alterar seu currículo toda hora para adaptá-lo melhor a cada tipo de vaga ou cargo para o qual se candidata, talvez o modelo de currículo do Canva não seja a melhor escolha.

Como a formatação dos modelos oferecidos na plataforma é bem limitada, pode ser que você perca muito tempo tentando fazer o conteúdo caber ali sem prejudicar o visual do currículo.

Para estes casos, é melhor sempre contar com um modelo mais simples e fácil de editar, para que você possa sempre atualizá-lo rapidamente e enviar para as vagas sem ter muita dor de cabeça.

Em um vídeo lá no canal eu já te mostrei como você pode criar um currículo online grátis, que fica sempre disponível na nuvem para você editar de onde você quiser.

Considerações finais: devo criar um currículo no Canva ou só ter um modelo simples?

A boa notícia é que um modelo não anula o outro aqui. Cada um pode ter seu espaço e ser eficiente dependendo de que tipo de processo você segue para buscar emprego.

Logo, é interessante sim você ter seu modelo de currículo criativo para enviar diretamente para contatos de empresas e recrutadores. Por que não, né? 🙂

Mas também: mantenha o modelo de currículo simples online para que você possa reagir rapidamente aos anúncios de vaga e personalizá-lo com mais rapidez e facilidade. E nesse caso, com uma chance maior de que esse formato será reconhecido pelos sistemas de inteligência artificial.

E aí, você já criou ou vai criar seu currículo no Canva? 

Me conta nos comentários o que você achou dessa ferramenta, ou até mesmo se você já testou e passou de fase num processo seletivo utilizando esse modelo mais criativo!

E se eu fosse você, eu corria para ver dois artigos que são SUPER importantes para você se dar bem nos processos seletivos:

  • Veja como se preparar para uma entrevista de emprego de sucesso
  • O que escrever no currículo: como descrever suas experiências profissionais de forma eficaz

Até a próxima, e boa sorte!

20 de maio de 2021 0 comentários
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Currículo

O que escrever no currículo: como descrever suas experiências profissionais de forma eficaz

por Adeline Daniele 17 de maio de 2021
escrito por Adeline Daniele

O que escrever no currículo para que ele realmente chame a atenção?

Será que você deve contar toda a sua trajetória profissional detalhadamente?

Será que você precisa ter criatividade e aprender a escrever poemas para realmente ter um currículo bem escrito?

Ou…Será que você deve chutar o balde, escrever uma linha e falar “Quem quer, quer, quem não quer é só mandar a rejeição?”

Acho que nenhuma dessas alternativas serve, né?

Mas, presta atenção aqui agora: se você quer passar de fase nos processos seletivos, conseguir entrevistas de emprego e ter sucesso na busca por um trabalho, você realmente precisa aprender como escrever um bom currículo.

Aliás, se você estava menosprezando esse aspecto, saiba que existem técnicas de escrita que podem afetar completamente a forma como você é visto ou vista profissionalmente.

Então, saiba que usar as palavras certas, do jeito certo podem levar você longe muito mais longe na sua carreira – e aqui não falo somente das palavras no seu currículo. Mas, querendo ou não, é nesse documento que sua trajetória profissional começa e é por isso que hoje eu vou te contar como escrever um currículo de forma eficaz e simples, que chame a atenção dos recrutadores.

Técnica 1: um currículo precisa ser bem escrito baseado na OPORTUNIDADE, não no que você quer contar

A primeira coisa que precisamos ter bem clara aqui: o que realmente faz uma descrição das suas experiências profissionais ser boa? 

É importante você pensar nesse ponto primeiro porque é aqui que a gente comete alguns deslizes, ou preenche tudo no automático e esquece do que é importante escrever no currículo.

Em vez de você tentar descrever absolutamente tudo o que você fez na empresa anterior – ou de achar que é só revisar para evitar erros de ortografia – você tem que verificar o que é interessante naquela experiência, para a vaga ou área que você vai se candidatar.

É por isso que eu já falei num vídeo lá do canal chamado “Como não se perder ao buscar emprego” que você precisa tirar um tempo pra ler a vaga e analisar o que a empresa quer.

Faça isso com as seguintes questões em mente:

Que tipo de profissional ela tá buscando? 

Com quantos anos de experiência? E experiência em que? 

Que habilidades ela exige? 

O que eu preciso saber para ser compatível com o que estão pedindo?

…E, finalmente, como eu consigo encaixar tudo isso com o que eu tenho conhecimento e que eu já fiz na minha carreira? 

E a forma de você juntar o que você tem pra oferecer, com o que a vaga pede é usando palavras-chave no seu currículo. 

Eu já falei sobre isso aqui no blog e lá no canal, inclusive mostrando onde eu pego esses termos pra colocar no meu currículo.

Basicamente o que você precisa fazer é destacar os pontos mais importantes na descrição/ anúncio da vaga.

Vou dar um exemplo de uma vaga de Marketing de conteúdo: se lá no anúncio eles falam que querem alguém que faça “criação e gestão de conteúdo”, essa é uma das palavras-chave que você vai tentar trazer para sua descrição das experiências profissionais.

Se a vaga menciona que você precisa saber “elaborar um plano ou estratégia de conteúdo”, isso também precisa ser incluído de alguma forma na sua experiência.

Inclusive não só na descrição de últimos empregos, isso pode estar no seu resumo profissional também ou até nos títulos dos seus últimos cargos, se fizer sentido.

Se você não tem um resumo profissional no seu modelo de currículo e quer ter um para poder adicionar essas palavras-chave, dê uma olhada depois no artigo que eu vou linkar aqui embaixo.

Lá tem um tutorial sobre como fazer um currículo e tem também um vídeo no qual eu monto um currículo passo a passo, e você poderá pegar o elemento do resumo e adaptar para seu currículo.

> Leia agora o artigo: Como fazer um currículo

> Assista ao vídeo: Como criar um currículo online grátis do zero

Técnica 2: como descrever suas experiências profissionais usando voz ativa

Agora, tem um truque de escrita simples que afeta completamente o seu currículo e é capaz de mudar a sua narrativa profissional da água para o vinho.

Tem um vício de linguagem enorme que a gente adquire que é o de colocar sempre “Responsável por fazer isso, e isso, e isso…” 

Então, aqui é legal a gente mudar nosso posicionamento para uma posição de profissional que atua, que traz resultados, que realmente gera valor para as empresas.

E a forma de fazer isso é trocando essas palavras pela voz ativa, ou seja, por termos mais fortes.

Logo, quando você for contar o que fez na empresa anterior, em vez de escrever: “Responsável por fazer bla bla bla”, você troca isso por:

“Eu organizei, coordenei, executei, ou liderei iniciativas de tal e tal coisa, para melhorar, aprimorar ou implementar tal coisa.” 

Lembrando: construa tudo isso sempre incluindo as palavras-chave mais importantes da sua área ou que estão na descrição da vaga que você vai se candidatar.

O interessante de fazer essa mudança no seu currículo é que assim você também começa a ter uma mentalidade diferente sobre a forma como você trabalha.

Afinal, você precisa focar na importância do papel que você tem naquele time ou naquela empresa para ajudá-la a crescer.

O quanto devo escrever no currículo?

Você já sabe que precisa equivaler suas experiências com o que é pedido nos anúncios de empregos. Que você tem que usar palavras-chave, voz ativa e termos fortes para descrever quem você é e o que você fez nos últimos trabalhos…

…Mas, uma dúvida que pode surgir aí é: o quanto você deve escrever, né? Uma linha, duas linhas, uma folha?!

Tudo depende da vaga. E só o fato de você ter focado seu currículo naquela oportunidade e de ter usado a voz ativa já ajuda a ter uma escrita mais fluída e com um bom tamanho. 

Mas caso você esteja com problemas para definir quanto ou até quanto você pode escrever no seu currículo, pensa na estrutura que você quer ter neste documento.

Se você já acompanha meu canal há um tempo ou já viu o tutorial sobre como fazer um currículo aqui no blog, você sabe que eu gosto de descrever minhas experiências e realizações profissionais em tópicos.

E por mais que eu tenha feito várias outras atividades nos outros trabalhos, eu me limito a deixar somente de uns 3 a 4 pontos principais em cada experiência e que contam pra próxima vaga que eu vou me candidatar.

Isso ajuda você a trabalhar a sua capacidade de sintetizar uma grande quantidade de informações e focar no que é importante, e ainda deixa seu currículo com um padrão visual mais consistente e fácil de ler.

O que escrever no currículo quando você tem experiências de trabalho muito parecidas entre si

É claro, né, uma coisa importante: aplicar tudo o que falei acima depende também de quantos empregos você já teve, e se todos eles foram na mesma área ou não. 

Um exemplo: se você teve seus últimos trabalhos praticamente na mesma indústria e no mesmo tipo de cargo, você corre o risco de se repetir toda vez que for descrever cada um deles.

Imagina que o recrutador não precisa ler cinco vezes: “Analista de vendas controle de estoque, ou atendimento ao cliente.”

Então, presta atenção aí se em vez de repetir as atividades, se você não consegue colocar os resultados ou maiores conquistas particulares para cada emprego que você teve.

Por exemplo: nessa empresa eu consegui aumentar as vendas em X%, ou então, nessa empresa eu criei um processo que aumentou a satisfação dos clientes.

Isso vai ser mais interessante ainda de ler, vai deixar seu currículo menos repetitivo, e ainda vai demonstrar que você é um profissional que causa impactos positivos por onde passa – ainda que tenha tido experiências muito parecidas.

E se o que eu escrever no currículo não for suficiente para conquistar o recrutador?

Eu sei que com tudo isso que foi falado, a sensação pode ser que o que você tá falando não é o suficiente, nosso instinto para tentar atrair o recrutador é de sempre tentar passar o máximo de informação possível: “Olha como sou bom, olha só TUDO o que eu sei!”

Mas, lembra do seguinte: seu currículo provavelmente vai passar por um sistema automático de seleção primeiro e depois vai ser lido por poucos minutos ou até por segundos pelo recrutador.

O seu maior objetivo com esse documento é demonstrar se você daria conta ou não daquele cargo específico. A empresa quer saber se você pode realmente ajudá-la.

Então, caso você mostre isso pro recrutador de forma fácil, ele vai te chamar para entrevista e aí sim, ao longo do processo, você vai poder demonstrar ainda mais a sua motivação e a sua capacidade profissionais.

Logo, não se preocupa em passar absolutamente tudo o que você fez no currículo com medo de não ser o suficiente.

Até porque, é claro que você e nenhum profissional sempre vai preencher 100% dos requisitos – o RH já sabe disso, o mercado de trabalho é assim.

O que vai ser analisado é o conjunto da obra, porque basicamente ninguém te conhece. Você será avaliado ou avaliada primeiro com base em um arquivo. 

E esse arquivo sim precisa pelo menos deixar claro para a empresa que você tem – ou pode ter – capacidade de suprir aquela demanda que ela tem no momento.

E por hoje é isso. Não esquece de compartilhar este artigo com seus amigos e amigas para ajudá-los a escrever um bom currículo também.

Eu ainda tenho duas sugestões/ lições de casa para você que está procurando emprego:

Se você ainda nem tem um modelo de currículo, você pode já ir pra esse vídeo aqui, onde eu monto um currículo online simples passo a passo com você.

Ou caso você já tenha seu currículo mas ainda esteja em dúvida sobre como focá-lo melhor para a vaga que vai se candidatar, corre neste vídeo aqui, pra saber como revisar e atualizar seu currículo de acordo com cada oportunidade e deixar ele bem atrativo.

E até a próxima!

17 de maio de 2021 0 comentários
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Trabalho no exterior

Como trabalhar no exterior: 5 formas de encontrar emprego fora do Brasil

por Adeline Daniele 11 de março de 2021
escrito por Adeline Daniele

Então você quer saber como trabalhar fora do país. 

Eu estou no meu terceiro ano morando e trabalhando na Holanda e nesse meio tempo eu acabei conhecendo vários brasileiros que vieram trabalhar no exterior das mais diferentes formas além da minha – seja porque eles tem cidadania europeia ou porque a empresa patrocinou o visto de residência eles virem morar fora.

Então, sim: é possível você trabalhar no exterior com a sua profissão e existem várias opções pra isso!

E é justamente sobre essas opções que eu vou falar aqui hoje: eu identifiquei 5 maneiras de você encontrar emprego no exterior na sua área ainda estando no Brasil.

E é claro que eu sempre vou adiantar aqui que não existe fórmula mágica que vai te fazer conseguir emprego no exterior e ganhar bem da noite para o dia.

Eu levei 4 meses pra conseguir uma primeira oferta já estando na Europa – que era uma espécie de estágio, e ainda precisei de uns três anos para estar numa posição um pouquinho mais confortável.

Pode ser que você venha numa situação melhor, mas também pode ser que você tenha que ter paciência e persistência.

Aliás, já falei em um vídeo lá do canal quais são as 7 coisas que você precisa considerar antes de planejar sua mudança para fora do país. Link aqui!

Primeira forma: Trabalhe no exterior como imigrante qualificado

A primeira forma que eu diria para você tentar é pesquisar quais são as profissões em alta no país para onde você quer ir, pois existe a possibilidade de você morar fora como imigrante qualificado.

Eu sempre vou recomendar fazer isso porque vale bastante para quem não tem Greencard, visto ou cidadania europeia garantidos.

E o que é imigrante qualificado?

Bom, esse é um termo dado para profissionais que recebem a permissão de residência em um país porque foram contratados para trabalhar no exterior numa área com alta demanda por sua especialidade.

Então, tem muitas empresas no exterior que lidam com a burocracia e os custos do visto e para contratar profissionais do Brasil. 

E assim, você consegue morar no exterior com uma permissão especial, podendo trabalhar e inclusive receber benefícios extras – dependendo do quanto sua profissão tem demanda ali. 

O Canadá, por exemplo, é um desses países que vive procurando mão de obra qualificada. 

O país tem um sistema chamado Express Entry que compreende três programas federais para fornecer residência para imigrantes qualificados

Quando eu era repórter de carreira eu vi muitas e muitas notícias de vagas de trabalho no Canadá em tudo quanto é área, até mesmo para militares.

Nos Estados Unidos eles também têm vistos específicos para profissionais estrangeiros, e tem uma série de critérios que precisa ser preenchida de acordo com o Ministério do Trabalho de lá. Vou deixar o link para ler mais sobre isso aqui.

E, claro, na Europa vários lugares também costumam divulgar quando estão em busca de profissionais do exterior! Muitos setores têm apresentado alta demanda em diversos países – desde Portugal até a Dinamarca, Suécia e Noruega – onde as ofertas salariais são bem mais generosas!

Portugal tem o Tech Visa, que fornece autorização de residência para que as empresas na área de tecnologia e inovação possam trazer talentos de fora. Você pode ler mais sobre o Tech Visa em Portugal de visto por meio deste link.

Os Países Baixos, onde eu vivo atualmente, também contrata profissionais qualificados de diversas partes do mundo, e em diferentes áreas também. Inclusive, meu noivo veio para cá nessa situação para trabalhar como dentista.

Enfim, vale muito a pena você tirar um tempo para explorar essa possibilidade – ainda que leve alguns meses para uma boa oportunidade aparecer, pois é um ótimo jeito de vir morar no exterior com mais segurança e numa posição melhor na sua carreira.

E que áreas mais contratam imigrantes qualificados?

Em termos gerais, como há uma grande explosão aí do comércio digital, posso adiantar que tem sim muitas vagas nas áreas de tecnologia e marketing digital.

Mas, também existe muita demanda por outras profissões inusitadas, como a área de saúde – mas, lembra que você provavelmente precisa fazer a revalidação do seu diploma para obter licença e exercer num novo país.

Segunda forma: comece trabalhando como freelancer ou remotamente para empresas no exterior

A segunda forma que eu vou trazer aqui é: encontre primeiro oportunidades de freelance ou de trabalho remoto no exterior.

A grande vantagem de fazer isso é que você consegue começar a trabalhar para empresas fora do Brasil…Sem sair do Brasil!

E, melhor ainda: começa a ganhar em dólar, ou euro antes mesmo de botar os pés dentro de um avião.

Tá mas isso é trabalho remoto, por que fazer isso se na verdade eu quero ir MORAR no exterior? 

Se a gente está falando de ter mais chances de sucesso numa carreira internacional, construir um portfólio focado no idioma ou no local onde você quer morar pode ajudar demais no seu processo de mudança de país.

Então, mesmo que por enquanto você consiga oportunidades de freelance no exterior e não receba uma proposta pra ir trabalhar lá fisicamente, você vai ter conseguido construir um portfólio e criado novos contatos internacionalmente

E além disso dessa forma conseguiréa praticar mais um novo idioma e ter experiências que vão contar no seu currículo quando você aplicar para vagas no exterior.

Também tem outra coisa: enquanto escrevo este artigo nós passamos por uma pandemia. Então, mesmo os brasileiros que receberam oferta para trabalhar fora nesse período precisam esperar as coisas melhorarem antes de embarcar para a mudança.

Não menospreze essa forma de conseguir trabalho fora. Isso pode ser uma ótima alternativa nesse momento em que muita gente está trabalhando online, pois com certeza há muitas vagas online pagando bem em moeda estrangeira!

Vou deixar alguns sites aqui para você pesquisar freelances na sua área em alguns países:

1- Tem o Angel List, onde várias startups famosas tipo Uber, Yelp, e Facebook anunciam vagas remotas; 

2- O UpWork também costuma ter uma base bem grande de empresas internacionais cadastradas e lá tem de tudo, desde serviços para contadores até edição de conteúdo, revisão de textos, design, e muito mais…

3- O FlexJobs é outra opção interessante e bem avaliada. Ele pode ser uma boa opção se o seu foco está em ir para os Estados Unidos ou Canadá no futuro.

Dá uma olhada nesses sites, e pesquisa por plataformas que sejam mais usadas no país onde você quer morar.

Terceira forma: Entre em contato diretamente com empresas internacionais que contratam profissionais estrangeiros

Depois que você fez uns trabalhos para empresas internacionalmente, você pode partir para a terceira forma de você encontrar trabalho no exterior, que é ser proativo e entrar em contato direto com as companhias que você sabe que contrata mão de obra de outros países.

Obviamente que eu ia falar isso porque é uma das coisas que eu mais defendo quando a gente fala sobre busca ativa por emprego:

No LinkedIn inclusive você pode encontrar vários brasileiros que trabalham fora e nas companhias onde você gostaria de trabalhar na sua área

Já tem inclusive um artigo e um vídeo no canal do YouTube onde eu dei dicas bem práticas e que eu mesma aplico pra ter um LinkedIn atrativo e ser encontrado e encontrada por recrutadores.

Leia e assista ao vídeo >> COMO DEIXAR O SEU PERFIL NO LINKEDIN ATRATIVO PARA ENCONTRAR UM EMPREGO

E além disso, você pode também se apresentar para alguns recrutadores e gerentes da área onde você quer trabalhar por e-mail.

Você pode abordar essas pessoas para conhecer como funciona o processo seletivo, o que eles têm buscado e tudo o mais.

Se você não tem ideia do que escrever num email assim, eu já tenho também um artigo e vídeo com um modelo de email para você enviar seu currículo para empresas.

Você pode adaptar o modelo, é claro, e já iniciar um contato aí pra começar uma rede de networking fora do país!

E inclusive, você pode começar se oferecendo para fazer uns freelances pra essa empresa primeiro, dessa forma ela pode conhecer melhor o seu trabalho, e vocês conseguem avaliar se essa parceria funciona.

Quarta forma: Trabalhe fora por meio de uma agência de emprego no exterior

Assim como existem agências normais de intercâmbio, para você estudar um idioma ou ir como au pair pra algum país, tem também agências que fornecem serviços para ajudar profissionais a encontrar emprego fora do Brasil.

Uma vantagem é que existem agências têm parceria com companhias grandes e renomadas no mercado, então pode ser uma boa pra já começar num local com bastante visibilidade pro seu currículo.

Como eu não conheço nenhuma agência que ofereça isso pra diversos tipos de profissões, não posso te indicar qual é melhor ou pior.

Mas, o que eu posso te falar aqui sobre isso são alguns pontos pra você observar, caso você esteja pensando nesse método:

  • Primeiro: verifica com a agência que tipo de visto você conseguiria e se existe um tempo determinado de contrato de trabalho com essa empresa no exterior. 
  • Segundo: analisa quais são os requisitos que a agência pede e compara com os requisitos de vagas parecidas no exterior com LinkedIn – para você ter uma ideia se o que é exigido realmente faz sentido.
  • E terceira coisa: verifica o custo para essa agência te levar pro exterior. Pode ser que tenha uma taxa única a ser paga, ou pode ser que ela fique com uma porcentagem do seu salário.

Aliás, se você já trabalhou no exterior dessa forma ou sabe como essas agências funcionam, pode compartilhar aqui nos comentários que com certeza isso pode ajudar mais gente!

Quinta forma: Trabalhe como expatriado para uma multinacional

Por fim, a quinta forma de conseguir emprego no exterior dá um trabalhinho, mas pode funcionar muito bem se ela der certo!

Eu tenho muitos colegas de trabalho e inclusive parentes que foram morar fora, tanto aqui na Europa quanto nos Estados Unidos desse jeito.

Você pode fazer o seguinte:

Trabalhe para uma empresa internacional que tenha escritórios ao redor do mundo para que você dali um tempo consiga pedir transferência para ir morar em um dos países onde a companhia tem sede ou filial.

E assim você vai trabalhar no exterior como expatriado ou expatriada.

Se você já trabalha em uma multinacional, já verificou se existe qualquer possibilidade dessa empresa te enviar para trabalhar em outro país? 

Já viu se ela divulga vagas de fora do Brasil internamente? 

Se já faz um tempo que você trabalha numa empresa assim, por que não investigar essa possibilidade?

E ainda que leve tempo e que talvez você precise primeiro conseguir emprego em uma multinacional, nós estamos falando aqui de construir uma boa carreira internacional.

E aí nesse caso, esta seria sim uma das formas mais aconselháveis de vir morar e trabalhar fora, por conta de todo o suporte que a empresa pode te dar pra você ir morar fora com mais segurança.

Qual dessas formas você acha que vai ser mais adequada em profissão e área que você quer trabalhar no exterior? 

Me conta aqui nos comentários e vamos conversar sobre essas possibilidades!

Aliás, se você está realmente levando a sério seu planejamento para vir morar e trabalhar no exterior, eu tenho uma recomendação para te fazer: já tem um outro vídeo lá no canal onde eu conto as coisas que você deve considerar antes de fazer essa mudança.

Clique no link abaixo para assistir:

Assista agora: TRABALHAR NO EXTERIOR: O QUE VOCÊ PRECISA CONSIDERAR ANTES DE SEGUIR CARREIRA INTERNACIONAL

E não esquece de assinar o canal, pois lá eu vou trazer mais dicas sobre trabalho no exterior e carreira em geral.

Até a próxima!

11 de março de 2021 2 comentários
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Conseguir emprego

Email para enviar currículo: modelo de texto e dicas para abordar recrutadores!

por Adeline Daniele 18 de fevereiro de 2021
escrito por Adeline Daniele

Este artigo aqui é para quem já teve medo ou vergonha de enviar o currículo por email para um recrutador, e que pode ter perdido uma boa oportunidade de emprego por isso.

(esse conteúdo faz parte da série Recolocação Profissional Inteligente no YouTube, para ver os outros episódios, clique neste link)

E eu vou te mostrar que dá pra superar esse receio todo, e que a gente muitas vezes não precisa se descabelar pra conseguir a atenção de uma companhia pra conseguir uma vaga, muito menos pagar caro num site de vagas pra ter mais chances de conseguir um emprego

Eu falo isso porque já consegui duas ofertas de emprego apenas enviando meu currículo por email para empresas, isso quando elas nem estavam anunciando vagas e eu estava no começo da minha carreira. Então, nem experiência eu tinha.

Essa é uma das estratégias que eu uso até hoje para abordar as pessoas mais conectadas com o tipo de trabalho que eu quero ter.

Então neste artigo vou te mostrar um dos emails que eu mesma usei há anos e que me renderam uma oferta de emprego, e vou te explicar qual estrutura você pode usar na sua mensagem hoje em dia para conseguir um emprego ou uma entrevista com recrutadores.

Se você tem vergonha de enviar email para recrutadores, leia isto

Quando a gente fala sobre realmente buscar emprego ativamente, isso significa deixar a nossa timidez e o nosso orgulho de lado pra poder botar a cara a tapa, abordar empresas e recrutadores e mostrar o nosso trabalho pro mundo

“Ah mas eu tenho vergonha” – você pode dizer.

Ok. Tem uma forma de vencer essa barreira mental.

Primeira coisa: coloca na sua cabeça que o profissional de RH que vai ler seu email é um profissional comum também.

Você não vai manchar sua imagem profissional abordando esse pessoal, muito menos vai ser julgado ou julgada por isso. O máximo que vai acontecer é você não receber nenhuma resposta.

E a segunda coisa que te ajuda a não ficar tão perdido ou perdida sobre o que falar e como falar com essas pessoas é ter um modelo bem consistente de mensagem de email para enviar.

Então: claro que não é mandar um email enorme com sua história de vida falando “Me dá um emprego pelo amor de Deus”.

E também não precisa ser super formal ao estilo “Em anexo meu currículo, atenciosamente”.

Como eu consegui uma entrevista e oferta de emprego com um email

Para você ter uma ideia inicial, vou te mostrar o exemplo do texto de email que eu enviei no passado que me rendeu uma oferta.

ATENÇÃO: não considere o meu email (super antigo) como o modelo final – eu fiz uma estrutura mais atualizada e ideal para você usar no final deste artigo!

Então, você vai selecionar algumas empresas com as quais você se identifica e gostaria de trabalhar, e procurar no site dela ou no LinkedIn quem são os gestores ou responsáveis pelo RH.

No meu caso eu fui atrás dos fundadores da empresa direto no site dela, porque lá já tinha essa informação.

O contexto geral aqui é o seguinte: eu tinha acabado de me formar, não tinha vaga na editora onde eu estagiava, e meu editor na época me deu essa ideia de abordar as empresas e me ajudou a colocar as primeiras palavras no email.

No caso desse email aí em cima, eu entrei em contato com uma empresa de outra cidade pois meus pais moravam mais perto dali – então apostei no fato de eu ser da região.

Mas, como você pode notar, não tinha muito ainda o que “destacar” sobre minha trajetória profissional.

Exemplo de texto de email para enviar currículo

Por isso que agora nós passamos para a estrutura ideal, ou seja, uma versão atualizada e turbinada desse email que eu enviei há quase 10 anos.

Com aqueles emails ou contatos que você pesquisou em mãos, você vai abordar essas empresas escrevendo uma mensagem bem CURTA, mas bem objetiva e estruturada da seguinte forma:

Na primeira parte, é claro que você precisa fazer uma introdução – afinal, o recrutador ou recrutadora não faz ideia de quem você é.

Então você inicia cumprimentando a pessoa pelo nome dela (tente encontrar o nome e enviar o email da forma mais personalizada possível!).

E também já se apresenta brevemente, falando sobre qual área você tem formação (se tiver) e fala sobre sua situação atual: em que você trabalha/ trabalhou e qual seu principal cargo mais recente.

Olá, <NOME DA PESSOA>, 

Meu nome é ______________,

Eu tenho formação em ___________________, e acabei de terminar meu estágio / meu contrato / trabalho atualmente na <nome da sua empresa atual>, onde fazia/ faço / executo / lidero / coordeno ___________________.

Estou te escrevendo para pedir uma gentileza: eu gostaria de me apresentar para você para, quem sabe, disputar uma futura oportunidade de trabalho na área de _________________ na <NOME DA EMPRESA PARA A QUAL QUER SE CANDIDATAR>.

Caso a empresa já tenha anunciado uma vaga, você vai colocar: “Eu gostaria de me apresentar para você pois tenho interesse em me candidatar à vaga de <NOME DA VAGA>”.

Estabeleça um vínculo ou viés de identificação entre você e a vaga/ empresa

Depois da introdução, vem uma parte super importante desta mensagem: o viés de identificação.

O que faz com que você queira trabalhar nessa outra empresa?

Ou o que faz com que sua experiência e perfil profissional possa parecer atrativo para ela? 

Calma que eu te ajudo a descobrir isso. Existem três formas de expressar isso:

1- Da forma como você se identifica com a Visão, Missão e Valores da empresa (e você encontra essa informação no site da companhia!)

2- Pelas suas experiências semelhantes às da vaga ou da indústria em que essa empresa está inserida: você pode ter trabalhado com clientes similares aos dela, ou pode ter experiência em uma ferramenta específica que ela usa, ou até mesmo pode ter trabalhado para uma empresa concorrente – e isso pode contar a seu favor!

3- Você pode ressaltar por que essa empresa pode ser importante dentro dos seus  objetivos profissionais do futuro. Às vezes você acabou de obter certificado em uma área e quer ganhar mais experiência nela, ou você gostaria muito de trabalhar numa equipe específica que você sabe que eles têm.

E aí com essas informações, você escreve um pequeno parágrafo focando nessa identificação:

Tenho acompanhado a trajetória da <NOME DA EMPRESA> / Já trabalhei com as áreas de _______________________ para outras empresas e gostaria muito de poder conversar contigo para saber como posso ajudar vocês com a minha experiência.

Concluindo o email com chave de ouro

E por último você conclui esse email com chave de ouro. 

Você vai avisar, então, está anexando seu currículo na mensagem, e se disponibilizar a enviar outros itens do seu portfólio (caso você tenha).

Estou anexando meu currículo, e caso vocês tenham interesse, posso também compartilhar alguns itens do meu portfólio.

Inclusive, já anexa seu currículo nesse momento para não esquecer – e a gente sabe que isso acontece! 😛

ATENÇÃO quem tem portfólio: 

Se o seu portfólio não for apenas um link para uma página da web, não precisa anexar esses arquivos no primeiro email senão ele fica muito pesado. Se a empresa quiser, ela vai te pedir exemplos do seu trabalho.

E é aqui que vem um truque que pode aumentar a taxa de respostas que você vai receber dessas companhias. 

Afinal, você precisa falar o que você quer desse recrutador, colocar uma ação no final – a chamada call to action.

Em vez de só agradecer e se despedir, você já tenta perguntar quando é possível você encontrar com essa pessoa pra poder bater esse papo.

Então tenta escrever algo parecido com isso:

Existe algum dia ou horário que seria melhor pra você? Me avisa quando puder, e assim te envio um convite.

Depois disso, você agradece, assina o e-mail colocando lá o seu nome e telefone, põe nas mãos de Deus, e passa para o próximo para mais empresas!

O benefício de abordar recrutadores proativamente por email

O legal de ter essa iniciativa é que dependendo das respostas que você receber de recrutadores – com dúvidas e feedback, por exemplo – você vai poder ajustar os próximos emails e melhorar ainda mais sua abordagem.

Além disso, você abre um novo caminho para uma boa rede de networking. 

Se a empresa não tem intenção de contratar no momento, tá tudo bem! Pode ser que no futuro, quando surgir uma nova vaga, o recrutador se lembre de você e entre em contato.

Então, vale a pena você testar essa abordagem. Seleciona de 5 a 10 empresas para você enviar um email usando e adaptando esse modelo aqui embaixo: 

Olá, <NOME DA PESSOA>, 

Meu nome é ______________,

Eu tenho formação em ___________________, e acabei de terminar meu estágio / meu contrato / trabalho atualmente na <nome da sua empresa atual>, onde fazia/ faço / executo / lidero / coordeno ___________________.

Estou te escrevendo para pedir uma gentileza: eu gostaria de me apresentar para você para, quem sabe, disputar uma futura oportunidade de trabalho na área de _________________ na <NOME DA EMPRESA PARA A QUAL QUER SE CANDIDATAR>.

Tenho acompanhado a trajetória da <NOME DA EMPRESA> / Já trabalhei com as áreas de _______________________ para outras empresas e gostaria muito de poder conversar contigo para saber como posso ajudar vocês com a minha experiência.

Estou anexando meu currículo nesse email, e caso vocês tenham interesse, posso também compartilhar alguns itens do meu portfólio.

Existe algum dia ou horário que seria melhor para a gente ter essa conversa? Me avisa quando for melhor para você e te envio um convite.

Obrigada desde já e até mais!

<SUA ASSINATURA>

<SEUS CONTATOS>

Você já enviou ou envia seu currículo por email para empresas?

Se você já usa ou já usou essa abordagem para tentar conseguir um emprego em uma companhia que você queria, me conta aqui nos comentários como foi a experiência e se deu certo! 

Ah, e é claro: se você ainda não sabe se tem um bom currículo para enviar, confira o guia completo com várias dicas sobre como fazer um bom currículo no link aqui embaixo!

  • Como fazer um currículo: o formato ideal e informações que você deve adicionar

E por hoje é isso. Não esquece de compartilhar esse post e o vídeo dessa série com seus amigos e amigas que estão em busca de um novo trabalho também!

Até a próxima!

18 de fevereiro de 2021 1 comentário
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Conseguir emprego

Como ter um perfil atrativo no Linkedin para conseguir emprego

por Adeline Daniele 13 de fevereiro de 2021
escrito por Adeline Daniele

Perfil campeão, foto profissional adequada, capa, títulos charmosos e posts interessantes…Essas são algumas das recomendações mais citadas por aí quando o assunto é ter um LinkedIn atrativo.

Mas, essas coisas você provavelmente já sabe, não é mesmo?

É por isso que hoje eu quero falar com você sobre quais iniciativas realmente fazem a diferença quando você é um profissional em qualquer área e quer usar o LinkedIn para aumentar suas chances de conseguir um emprego ideal pra você.

Ter um perfil super completo é legal, postar algo interessante as vezes também, usar uma foto minimamente profissional e tudo mais.

Só que quando a gente fala sobre conseguir ser abordado por recrutadores, ser notado e chamado para entrevistas de emprego e tudo o mais, tem uns detalhes que a gente precisa prestar atenção constantemente.

E é justamente sobre essas coisas que te levam um passo adiante na busca por emprego no Linkedin que eu vou falar aqui. 

Então, se prepare aí pra anotar tudo o que vou falar neste artigo, porque eu tenho certeza que você não viu isso em nenhum lugar ainda!

Enxergue o LinkedIn como um mecanismo de busca

Deixa eu começar explicando uma coisa aqui: o que a gente precisa colocar na nossa cabeça é que mais do que uma rede social bacana para a gente se conectar com outros profissionais e procurar vagas de emprego, o LinkedIn é um ótimo mecanismo de busca.

E é óbvio, né: você pode buscar por profissionais, por vagas, empresas, instituições de ensino, grupos e até mesmo eventos. 

Você pode encontrar muitas coisas interessantes lá além de contatos, e isso também significa que você pode ser encontrado ou encontrada lá, caso o seu perfil esteja bem otimizado e seja atrativo o suficiente!

E como que a gente faz isso acontecer? Otimizando o nosso perfil com palavras-chave para o algoritmo entender quem a gente é, de que área a gente vem, e que áreas estão mais relacionadas com o que a gente faz no nosso trabalho.

Para explicar como a gente lida melhor com esse mecanismo de busca, eu vou contar o que eu faço quando eu quero procurar emprego pelo LinkedIn. 

Primeiro passo: personalize seu perfil de acordo com a área ou tipo de vaga que você quer se candidatar

Se eu estou mudando de emprego, a primeira coisa que eu vou fazer é sempre personalizar a página do meu perfil inteira – ou quase inteira! – para ela estar de acordo com a área ou cargo que eu quero que me encontrem ou que vou me candidatar.

Parênteses aqui: isso já é uma coisa que você precisa fazer com seu próprio currículo antes de enviar ele para qualquer vaga!

E aí vem um ponto importantíssimo: dependendo do seu tipo de trabalho, podem existir diferentes variações de nomes de cargo que fazem a mesma coisa em uma profissão. 

Então é uma boa você analisar isso logo no início do seu processo de candidaturas, pois talvez você não esteja usando o melhor nome ou título para chamar a atenção para o tipo de emprego que quer conseguir.

Então, por exemplo: quem trabalha com conteúdo vai ver vagas de Analista de Conteúdo, Gerente de Conteúdo, Editor de Conteúdo, Produtor de Conteúdo e por aí vai…E muitas vezes as atividades de muitos desses cargos é bem parecida.

Mas aí então, como você descobre qual nome de cargo e título do perfil do Linkedin têm mais a ver com o emprego que você quer conseguir? 

Eu te falo o segredo: FUÇANDO!

Você vai pesquisar por palavras-chave envolvendo esse nome de cargo e as empresas que você mais tem vontade de trabalhar, ou que são referência em sua área de atuação. 

Faça isso por duas frentes: pesquisando por pessoas, e também por vagas que estejam abertas em locais e cargos que você quer atingir.

Então, por exemplo, você quer trabalhar como coordenador de finanças para a empresa XYZ na área de finanças. Você vai pesquisar pela palavra chave finanças e coordenador de finanças + XYZ (nome da empresa) e aí depois clicar em Pessoa no filtro. 

O resultado muito provavelmente mostrará uma lista de pessoas que trabalham ali. 

Você, então, vai selecionar os perfis que mais tem a ver com o que você quer fazer, e ver que nome eles dão pro cargo, o que eles fazem nessa companhia e como elas descrevem suas experiências.

E é claro: você vai pegar sua experiência, identificar o que tem em comum com essa área, e usar as palavras chave mais próximas o possível desse trabalho para reescrever e atualizar o seu perfil.

É interessantíssimo fazer essa pesquisa porque assim você se familiariza com os principais jargões utilizados no mercado de trabalho para determinadas coisas também.

Quais seções do seu perfil você precisa atualizar?

Depois de fazer essa pesquisa e coletar dados sobre profissionais da minha área e as vagas, tem três seções do meu perfil que eu sempre mudo de acordo com isso, o meu Título, o nome dos meus cargos mais atuais, e o meu resumo profissional.

Agora, se você já tem uma vaga de emprego específica divulgada no LinkedIn que você vai se candidatar por lá, você também vai olhar quais são as palavras-chave usadas para esta vaga, verificar o que eles pedem, e personalizar suas experiências de acordo.

ATENÇÃO AQUI: 

Não é mentir, não é copiar e colar exatamente o que está escrito nos perfis e vagas, mas sim identificar quais são os pontos em comum entre aquelas informações e suas experiências e adaptar para a sua realidade.

Essa até hoje foi a melhor forma que eu encontrei de manter o meu perfil atualizado de acordo com as necessidades da minha área. Então, faça isso sempre antes de aplicar para novas vagas de emprego. 

Essa atitude, de quebra, te ajuda a focar nas vagas e tipos de trabalho que você realmente quer. Assim, você descarta vários anúncios de emprego que não vão te levar onde você quer na sua carreira e gasta suas energias no que realmente importa.

Segundo passo: calibrando suas conexões e abordando novos contatos no LinkedIn

Depois de otimizar meu perfil e garantir que estou com um LinkedIn mais atrativo e personalizado para as vagas que eu quero candidatar, o meu segundo passo quando estou na luta para encontrar emprego é me conectar e entrar em contato com alguns recrutadores e gerentes dos times que eu quero trabalhar.

Uma coisa importante aqui: quando você cria seu perfil nessa rede,  você tem a opção para adicionar contatos do seu e-mail ou até de outros lugares.

Tome cuidado com isso. Pode ser que você esteja adicionando muitas pessoas que não tem nada a ver com sua indústria.

LinkedIn não é uma plataforma para você sair adicionando qualquer pessoa. É para se conectar com quem é relevante na sua área de atuação. 

Então, se você fez a pesquisa lá no primeiro passo, você já tem um bom ponto de início: pode começar adicionando as pessoas que trabalham com as mesmas coisas que você quer trabalhar em empresas relevantes da sua área.

Envie um convite para se conectar com cada uma delas e assim você terá uma rede de networking super focada no tipo de emprego que quer conseguir.

Adicione e entre em contato com recrutadores das empresas onde quer trabalhar

E tem mais uma coisa: você pode simplesmente digitar “recrutador + nome da empresa” e encontrar perfis de recrutadores para entrar em contato sempre que ver um anúncio de vaga dessa companhia. 

Ter contatos relevantes de sua área fará com que o algoritmo da rede entenda e sugira seu contato para mais pessoas ainda de sua área. E isso facilita também a busca do recrutador por profissionais como você.

E além de tudo isso, você acaba ficando por dentro das últimas novidades e tendências de sua indústria, pois seus contatos frequentemente compartilham notícias, artigos e dicas sobre esse tema.

Terceiro passo: garanta que suas configurações de privacidade e visibilidade estão trabalhando a seu favor!

A terceira coisa que a gente tem que fazer é garantir que as nossas configurações nessa rede estão realmente trabalhando a nosso favor. 

Afinal, pode ser que certas seções do seu perfil estejam bloqueadas para quem não é seu contato ainda, impedindo potenciais recrutadores de verificar se você é compatível com a busca deles.

Ative a notificação de busca por emprego no LinkedIn

O LinkedIn tem opções para te notificar quando surge uma vaga em algo que você quer trabalhar. E mais: a plataforma também avisa recrutadores e sua rede que você está disponível quando eles forem procurar candidatos na sua área de atuação.

Mas, para isso acontecer você precisa ativar uma configuração na rede dizendo que você está buscando um emprego e aberto a novas oportunidades. 

Abra o seu perfil, e ali próximo a seu resumo existe uma opção para você adicionar suas preferências de vaga.

Ao clicar nela, você poderá adicionar alguns nomes de cargos que tem interesse, e ainda especificar se você busca emprego imediatamente ou se sua busca é flexível – ou seja, você tem um emprego no momento e pode ficar de olho no que o mercado tem a oferecer.

Um ponto importante: você pode escolher se você quer que só recrutadores saibam que você está procurando emprego ou se toda a sua rede de contatos pode saber disso.

Eu sempre deixo essa opção ativada apenas para recrutadores, mas caso você esteja oficialmente sem nenhum emprego, você pode deixar pra toda a rede e aumentar suas chances!

Configurações de privacidade no LinkedIn

Depois, eu também garanto que minhas configurações de privacidade não estão atrapalhando a visibilidade de outras pessoas e potenciais recrutadores no meu perfil.

Então, é bom sempre ir ali na parte de Preferências de procura por emprego e revisar que permissões você está dando para empresas verem quando você se candidata a uma vaga e garantir de que você está compartilhando o necessário.

Na seção de Visibilidade, você pode mudar suas opções de visualizações de perfis.

Sim: se você é um grande stalker, as vezes é bom deixar essa opção no Modo Anônimo para poder fuçar perfis concorrentes e tudo o mais.

Mas, como nesse caso você quer fazer conexões relevantes e quer tornar seu perfil mais atrativo para recrutadores e gerentes, é legal deixar essa opção no Modo Visível.

Assim, o recrutador ou a pessoa com quem você quer trabalhar vão ver que você visitou o perfil deles e isso te dará mais destaque.

Como saber se estou sendo encontrado no LinkedIn para os cargos certos?

Mas, e agora: como saber se você está sendo encontrado ou encontrada pelos motivos certos, ou seja, pelas palavras-chave de cargos que você quer conseguir?

Depois que você otimiza o seu perfil, é claro que leva um tempo pra você realmente saber se ele está recebendo visitas relevantes. 

Mas, não demora muito para a rede começar a enviar notificações semanais falando sobre suas estatísticas de pesquisas semanais. 

Ao clicar nessas notificações, você vai saber se realmente está aparecendo em resultados de busca pelas palavras-chave certas – e pelas pessoas certas também.

Teve uma época que por algum motivo eu era encontrada quando recrutadores pesquisavam por profissionais de TI, sendo que eu nunca nem trabalhei com isso!

Mas, como eu fui repórter de tecnologia e tenho experiência nesse assunto, eu precisei revisar o meu perfil e diminuir a intensidade das palavras-chave no meu perfil relacionadas a esse tema para não confundir o algoritmo no LinkedIn. Fique sempre de olho nisso!

Não se esqueça de colocar o link do seu perfil no LinkedIn no seu currículo

Eu espero que essas dicas te ajudem a otimizar e a tornar o seu perfil mais atrativo no LinkedIn, e que você consiga um emprego bem legal.

Ah e é claro: não se esqueça de colocar o link do seu perfil do LinkedIn no seu próprio currículo.

Você pode copiar e colar o link no cabeçalho de seu currículo – no mesmo lugar onde coloca suas informações de contato.

Você já conhecia esses métodos para tornar seu LinkedIn mais atrativo?

Me responde aqui nos comentários se você já aplicava esses passos que eu descrevi aqui e se eles te ajudaram também!

E um lembrete: esse artigo é parte de uma série que eu lancei no YouTube sobre recolocação profissional inteligente. Então, se você tem interesse em receber mais dicas para encontrar um emprego ideal para você, corre lá no meu canal e se inscreve para não perder os próximos episódios que saírem!

Até a próxima!

13 de fevereiro de 2021 1 comentário
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como organizar as tarefas do seu trabalho
Produtividade no Trabalho

Quais são os melhores métodos e ferramentas para organizar a rotina de trabalho e ter mais produtividade?

por Adeline Daniele 30 de janeiro de 2021
escrito por Adeline Daniele

Você considera que podia ser uma pessoa mais organizada no seu trabalho?

Você se esquece frequentemente de alguma tarefa ou reunião porque anotou num lugar e depois não lembrava onde tinha anotado?

Ou então, você usa tantas formas de se organizar que na verdade isso te deixa mais confuso do que produtivo?

Então leia este artigo até o final, pois ele pode te ajudar!

Hoje eu vou te mostrar como você pode utilizar cada método e cada ferramenta de organização no seu trabalho.

Mas, calma, nada de segredos aqui: as opções em si muita gente já conhece. Você provavelmente já ouviu falar de todos os nomes que vou citar aqui.

Por isso, a ideia aqui é que você consiga entender as diferenças de cada método, os pontos fortes de cada um deles e de suas ferramentas, para que você utilize cada um da melhor forma.

Então, depois de ler este artigo, vamos combinar que você vai fazer as seguintes coisas?

  • Revise se as ferramentas que você utiliza são realmente adequadas para os tipos de tarefas que você tem no trabalho
  • Adapte as ferramentas para tirar o melhor delas em seu emprego
  • Adote novas formas de gerenciar seu tempo e busque mais produtividade no trabalho

É importante que você realmente tome as ações acima. Afinal, se você chegou aqui esperando um milagre da produtividade…Sinto lhe informar que isso não existe.

Não vai existir solução mágica que vai te fazer ficar produtivo no trabalho se você não fizer de fato o que precisa ser feito! Aqui a gente não trabalha com milagres.

Dito isso, vamos começar pelos métodos digitais.

E é claro que se você preferir ver tudo isso resumido um vídeo, seu pedido é uma ordem. Aqui está:

Métodos digitais para organizar o seu trabalho

Eu vou citar aqui três exemplos de ferramentas que usam um método que tem sido cada vez mais popular para empresas e pessoas organizarem seus projetos.

Você provavelmente já ouviu falar delas principalmente se trabalha com algum meio digital. Elas são o Trello, o Asana, e o Todoist.

E o que essas ferramentas têm em comum é que elas utilizam o sistema do Kanban.

Para quem não sabe, esse sistema organizacional foi desenvolvido pela montadora Toyota para ajudá-los a controlar melhor o fluxo de produção de carros.

Mas, como você já deve ter ouvido falar, hoje em dia o Kanban é super utilizado inclusive por empresas de tecnologia para desenvolver produtos, juntamente com outras metodologias para gerenciar melhor os projetos.

Logo: esse sistema pode ser aplicado em praticamente qualquer trabalho! Até professores utilizam isso.

Kanban, aliás, significa “cartão” em japonês, e o sistema consiste basicamente nisso: a tarefa ou projeto que você tem é um cartão.

Esse cartão, portanto, navega por um quadro com diferentes colunas que indicam o status dessa tarefa ou projeto. As colunas mais comuns são: Ideias, Tarefas por fazer, Tarefas sendo feitas no momento, e Tarefas já concluídas.

Tudo isso fica bem claro no quadro para que todas as pessoas envolvidas no projeto possam visualizar…Daí o nome: Kanban board.

Mas então – você deve me perguntar – quando é que é ideal usar essas ferramentas no meu trabalho?

De modo geral, as opções que citei ali em cima são ótimas para trabalho em equipe.

E ainda, é importante que elas sejam implementadas para projetos ou tarefas em seu trabalho que possuam informações muito claras sobre como elas serão executadas, quem será responsável por elas, e os passos necessários até que tudo seja concluído.

Gmail, Outlook e Calendário do iOS/ Android: a melhor utilização dos calendários digitais em seu trabalho

Esse assunto parece um tanto óbvio, mas é uma parte super importante em qualquer profissão: nosso calendário de compromissos.

E quando a gente fala sobre isso, é claro que as opções mais tradicionais vem à mente: o Gmail – com o Google Calendar, o Microsoft Outlook, e os calendários do iOS, Mac OS e de smartphones Android.

Você provavelmente já utiliza elas, mas há um problema: muitas pessoas confundem o calendário com um local onde dá para adicionar “listas de afazeres” também – deixando a caixa de e-mail e o calendário completamente abarrotados.

Então, eu trago esse tópico aqui para te lembrar sobre a importância da simplicidade: a solução mais óbvia é usar essas ferramentas para agendar reuniões e eventos.

(Deixe as tarefas e checklists para as ferramentas que são mais adequadas para isso!)

Mas eu adiciono aqui uma sugestão: esses calendários atrelados ao nosso e-mail podem ser muito úteis para adicionar lembretes sobre datas importantes em seu trabalho.

Então, você pode adicionar coisas como o lançamento de algum produto, a data ou horário da chegada de algum material importante do seu trabalho.

Além disso, os times podem se beneficiar desses lembretes ao adicionar os períodos em que estarão de férias. Assim, todo mundo vai saber quem está disponível em determinado período ou não na empresa.

E ainda: se você tem a disciplina de separar tempo para tarefas específicas e realmente executá-las, você também pode usar o calendário para isso.

Mas, atente-se para uma coisa: cuidado para não lotar sua agenda com isso, afinal isso pode atrapalhar algum colega que talvez precise se reunir com você ao longo da semana.

Um exemplo muito comum desse tipo de uso é que muita gente em empresas coloca sempre uma meia hora no começo ou no fim do dia pra checar e-mails.

Então, a pessoa sabe que só vai ver e-mails naquele momento, porque depois ela vai conseguir se concentrar em outras tarefas sem se preocupar com mensagens.

Lembrando que isso são os pontos fortes e as utilizações mais comuns, ok?

Aliás, caso você utilize bastante esses calendários para agendar e se reunir no trabalho, não esquece de conferir o post abaixo com dicas para você fazer reuniões mais produtivas!

Reuniões no trabalho: saiba como planejar e conduzir reuniões mais produtivas (vale para reunião online!)

Gestão do tempo no trabalho: ferramentas que podem te ajudar

Agora, falando sobre um ponto que é o calcanhar de Aquiles de todo profissional: a gestão do tempo.

É claro que existem ferramentas que te ajudam a gerenciar o tempo que você passa fazendo cada tarefa no seu trabalho e até fora dele.

Dois exemplos que eu queria trazer aqui são o Toggl e o Pomodoro Timer.

O Pomodoro, na verdade, abrange o método utilizado para gerenciar o tempo. Inclusive o próprio Toggl funciona dessa forma.

Então, além do Toggl você pode pesquisar por “Pomodoro” no seu computador ou celular e encontrará uma infinidade de ferramentas nesse estilo.

E como funciona o método Pomodoro? Ele basicamente consiste em você ter blocos de 25 minutos de trabalho totalmente focado em uma tarefa, com 5 minutos de intervalo entre eles.

No momento em que você aciona o cronômetro, você deve se dedicar somente a uma coisa e tentar terminá-la antes de partir para a próxima tarefa.

E ainda tem um outro benefício no uso desses aplicativos para gestão do tempo: ao utilizá-los consistentemente, você saberá exatamente quanto tempo leva para concluir cada tarefa ou projeto.

E isso pode ser ótimo para você negociar prazos ou determinar o tempo de entrega de alguma demanda para seus clientes.

Mas, de novo, vamos ter uma coisa bem clara: essas tarefas que você vai monitorar com essas ferramentas precisam estar registradas lá nos outros aplicativos.

Então, elas não vão servir para você criar listas de tarefas futuras, muito menos criar lembretes. Elas só podem ser usadas na hora em que você for realmente trabalhar em cada tarefa.

Armazenando anotações e links da web importantes para o seu trabalho

Até esse ponto você já soube onde colocar seus projetos e tarefas, onde é melhor você deixar a agenda de compromissos e lembretes e também como monitorar o seu tempo ao se dedicar a cada um desses afazeres.

Mas, se tem uma coisa que a gente precisa saber organizar melhor são as nossas anotações sobre ideias, reuniões, treinamentos, cursos, ou até mesmo conteúdos que a gente precisa ter como referência pro nosso trabalho.

É por isso que eu trouxe aqui duas ferramentas muito boas pra isso: os aplicativos Evernote e o Pocket.

Essas duas opções estão disponíveis em qualquer lugar: tem extensão para navegadores, versão web e aplicativos para computador e celular.

Enquanto o Evernote permite que você crie cadernos diversos para separar as anotações diversas sobre seu trabalho, o Pocket é ótimo para quem sempre lê muitas notícias e artigos na internet para coletar ideias e se manter atualizado sobre a indústria e sua profissão.

Sabe quando você tem ideias diversas e precisa anotar para não se esquecer, ou quando vê algo interessante na web mas não tem tempo de ler e precisa salvar para ler depois? Pois então: essas ferramentas são perfeitas para esses momentos!

A boa e velha planilha serve para tudo no seu trabalho!

É claro que eu ia mencionar aqui que para todos os efeitos tem sempre a boa e velha planilha.

Ela serve para praticamente tudo que eu falei até aqui – exceto talvez pela função de calendário/ lembrete ou cronômetro nas suas tarefas, claro!

Mas, em geral, você consegue adicionar tudo em planilhas: tarefas ou projetos futuros, datas de entregas, anotações, quem é responsável por cada projeto, o status, etc…

A vantagem de usar planilhas para organizar o seu trabalho é que ao mesmo tempo em que ela é simples e direta ao ponto, ela também é super versátil e customizável.

Se você manja bastante de fórmulas, você pode criar coisas bem legais para gerenciar seus projetos, como linhas do tempo, colunas que mostram a porcentagem de cada tarefa, entre outras coisas.

E ainda, se você não gosta de perder tempo aprendendo e personalizando outras ferramentas, é só abrir o Google Sheets ou Microsoft Excel e começar a escrever o que você precisa fazer. Simples assim.

Outro benefício é que praticamente todo mundo e toda empresa tem acesso a arquivos em planilha.

Então, quando você precisar compartilhar essas informações com seus chefes ou clientes, você não terá problemas com compatibilidade de arquivos.

Quando é que os métodos no papel brilham na organização da sua rotina de trabalho?

É claro que existe um ponto fraco tanto no Excel como em outras ferramentas digitais que eu citei nesse artigo.

Afinal, elas geralmente são fortes para projetos ou ações que duram mais dias.

Mas, mesmo utilizando todas elas da melhor forma, eu sempre sentia falta de ter um lugar onde colocar tarefas pequenas que faziam parte desses projetos maiores, mas que não precisavam ser registradas ali.

Por exemplo, se eu adicionasse coisas como enviar um e-mail para um contato, abordar algum cliente para obter uma resposta ou até mesmo fazer uma ligação telefônica em todas essas tarefas naquelas ferramentas, elas iriam virar uma bagunça!

É por isso que eu passo agora para as ferramentas em papel, porque elas são um grande destaque nesse sentido.

Começando pelo que eu uso: o Bullet Journal (o nome parece chique, mas esse método você aplica em qualquer caderno).

Utilizando Bullet journal no seu trabalho

O método Bullet Journal foi criado por um austríaco chamado Ryder Caroll. Ele é um designer de produtos, e de tanto tentar vários sistemas de organização  online e offline que não funcionavam pra ele, ele acabou criando o método próprio que ajudasse ele a ser mais focado e eficiente no trabalho dele.

A ideia é que esse sistema tenha uma abordagem minimalista, direta ao ponto, e ao mesmo tempo dê liberdade para as pessoas.

E como é que funciona o bullet journal? Existe uma espécie de código para você administrar as tarefas e dados que insere no papel. Aqui vai um passo a passo simples para entender:

  • Cada tarefa por fazer fica indicada por um bullet – ou seja, um pequeno ponto.
  • Ao completar essa tarefa, você transforma esse ponto em um X.
  • Se você deixou essa tarefa para depois, você transforma o ponto em uma setinha indicando que ela foi adiada, e já adiciona essa tarefa de novo como um ponto no próximo dia.
  • Se cancelou a tarefa, adicione um risco por cima dela.
  • E para indicar uma anotação, faça um pequeno traço/ hífen.
  • Quando tem algo muito importante, isso fica sinalizado com um asterisco.

Como esse método geralmente é aplicado em cadernos em branco – e não em agendas tradicionais, é claro que é preciso ter uma certa criatividade se você quiser criar calendários, visualizações semanais, entre outras coisas.

Afinal, tudo pode ser feito por você à mão (muita gente que ama fazer lettering usa esse sistema).

Mas, se você prefere uma abordagem minimalista, qualquer caderno e uma caneta fazem muito bem o serviço.

Quando é ideal utilizar o Planner em seu trabalho?

Outra opção no papel é o planner. Eu pessoalmente nunca utilizei esse método, porém ele parece ser uma boa pedida para profissionais que lidam muito com clientes, compromissos e eventos – já que eles oferecem essa visualização fácil de datas mensais ou semanais.

Mas, isso vem com um custo: ter um planner já customizado, com todas as folhas necessárias e tudo o mais pode ser caro. Eu cheguei a pesquisar alguns valores de planners prontos, e vários deles custavam a partir de 80 reais.

Outra pequena desvantagem no planner pode ser o espaço. Se você costuma colocar muitas anotações sobre cada compromisso ou tarefa, talvez essa ferramenta não seja tão adequada, já que o espaço para preencher cada dia/ semana pode ser limitado.

Vai usar uma agenda comum no trabalho? Se atente para isso:

E eu não podia deixar de citar que temos a boa e velha agenda para organizar nossas tarefas do trabalho no papel também. Quase todo mundo já teve pelo menos uma agenda na vida e sabe o quanto ela é útil.

E como as agendas vêm com as datas todas preenchidas, é claro que elas também são ótimas para quem lida bastante com eventos e compromissos.

Mas, de novo, se atente para o espaço que você terá para escrever nela. Se você planeja fazer muitas anotações, procure uma agenda personalizada e com mais folhas ou linhas para você preencher.

Que atire a primeira caneta quem nunca comprou uma agenda com uma capa maravilhosa na papelaria, mas que depois descobriu que tinha só um quadrado minúsculo para escrever todos os afazeres do dia, não é mesmo?

E tem mais um fator que me fez migrar da agenda para o bullet journal: o desperdício de papel.

Pessoas que têm o costume de usar a agenda o ano inteiro podem se dar muito bem com ela. Mas para quem as utiliza esporadicamente, isso pode significa um belo desperdício de papel.

Ao chegar no fim do ano, caso você não tenha preenchido uma agenda, ela fica inutilizável – já que as datas e dias da semana ficam todas bagunçadas e não podem ser reaproveitadas no ano seguinte.

Por esse motivo, eu acabo utilizando o mesmo caderno com o método bullet journal por muito mais tempo, já que eu mesma preencho as datas.

Agora quero saber de você: qual dos métodos citados neste artigo você utiliza para organizar sua rotina de trabalho?

Me conta aqui nos comentários depois se as dicas aqui te ajudaram e se você implementa ou vai implementar algum método ou ferramenta que eu vou ficar muito muito feliz!

Se você estava utilizando 10 ferramentas e colocando sempre a mesma informação em absolutamente todas elas, isso é um sinal de que você não estava tendo um trabalho muito otimizado e produtivo.

Não se esqueça de compartilhar o link deste artigo com mais pessoas – principalmente aqueles colegas que vivem com a agenda e lista de tarefas super bagunçada. Combinado?

Até a próxima!

30 de janeiro de 2021 0 comentários
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Produtividade no Trabalho

Reuniões no trabalho: saiba como planejar e conduzir reuniões mais produtivas (vale para reunião online!)

por Adeline Daniele 11 de janeiro de 2021
escrito por Adeline Daniele

Não importa se você é empregado, empreendedor, subordinado, chefe ou CEO. Se você tem qualquer tipo de atividade profissional, você participa de reuniões.

As pessoas têm costume de se reunir para resolver quase tudo na vida: desde o planejamento da festa de um parente, até para definir o rumo de um país.

Uma série de estudos, por exemplo, calculou que são feitas entre 36 e 56 milhões de reuniões diariamente só nos Estados Unidos. 

O problema é que um estudo global feito pela Microsoft com 38 mil pessoas revelou que 69% desses profissionais não acham que suas reuniões são produtivas.

Logo, é fato que quase ninguém acha agradável fazer reuniões. 

Pra você ter uma ideia, uma pesquisa feita pela Harris com mais de duas mil pessoas descobriu que quase metade dos entrevistados preferia fazer qualquer outra coisa em vez de participar de uma reunião de status no trabalho. 

E elas levaram a sério quando disseram isso: 17% afirmaram que preferem assistir a uma pintura secar, do que participar desse tipo de reunião.

Calma, que piora: 8% disseram que prefeririam um doloroso e incômodo tratamento de canal do que se reunir no trabalho!

Mas aí, o que as equipes nas empresas de qualquer setor fazem quando uma reunião não atinge o objetivo e não resolve um problema?

Elas fazem outra reunião!

E adivinha? A cada encontro elas vão gerando outra, e mais outra e mais outra…

Então, vamos admitir que mais do que nunca tá na hora da gente se capacitar para fazer reuniões melhores e parar de perder nosso tempo.

Continua comigo aqui neste artigo para saber o que você precisa fazer para parar de sair da reunião sem saber o que fazer, para ter mais clareza sobre suas tarefas e diminuir o tempo que você fica nessas reuniões ou videochamadas. 

Tudo isso ainda vai fazer com que você se destaque como profissional pela sua capacidade de organização e comunicação.

E principalmente: isso vai servir para ninguém “dar de louco” quando dali duas semanas vier te cobrar por algo que não foi combinado, ou deixar de cumprir o que foi acordado em uma reunião.

Você não precisa ser chefe pra aplicar essas melhorias, e isso vale também pra quem tá trabalhando de casa e tá fazendo reuniões online. Vamos lá:

#1 Avalie se há necessidade de fazer a reunião primeiro

A primeira coisa, que vem antes inclusive de você planejar o assunto a pauta da reunião é: pensar se essa reunião é mesmo necessária.

Sabe aquela história da reunião que poderia ter sido um e-mai? Pois é! 

Então, verifica se tem necessidade de fazer uma reunião sobre esse assunto que você quer resolver primeiro. 

Qual é seu objetivo ou a intenção do seu time com essa reunião? O que você quer tirar dela? Qual vai ser o resultado?

Porque senão, você só tá matando tempo ali falando meia dúzia de coisas que depois ninguém vai se lembrar e nem cumprir. E depois vai ficar todo mundo perdido enviando e-mail perguntando um para o outro que que era pra fazer.

Então, antes de qualquer coisa, tenta responder perguntinhas básicas como: o QUE você quer dessa reunião, até QUANDO isso que você quer precisa ser feito ou decidido, COMO isso vai ser feito e por QUEM.

#2 Quem precisa estar nessa reunião?

Se você for a pessoa que convoca esses eventos, se atente para uma coisa: quem precisa estar nessa reunião?

E ainda: esse colega ou profissional costuma ser uma pessoa fácil de abordar dessa forma?

Às vezes tem pessoas que são mais comunicativas e organizadas e você consegue tirar o melhor delas e resolver tudo com uma reunião rápida. 

Por outro lado, tem colegas que não param de falar, divagam sobre outros assuntos e não focam no que importa.

E também tem colegas que basta você enviar um e-mail com o pedido – colocando lá também outras pessoas importantes que precisam estar cientes do projeto ou tarefa, e pronto! Você resolve tudo sem precisar fazer a reunião em si.

De verdade: se você convoca reuniões, para de colocar todo mundo só por colocar nela. Convide apenas os contatos mais importantes para falar de um determinado tema.

#3 Prepare a pauta da reunião

Depois que você fez o exercício de responder o que quer, quando, e com quem algo vai ser feito ou definido, você prepara uma pauta simples da reunião

As coisas que você quer tratar ou resolver tem que estar no e-mail de convite que você envia para as pessoas. Liste cada tópico em poucas palavras.

Ou então, se geralmente não existe essa abordagem na sua empresa, leva essa pauta anotada em um caderno ou folha de papel, mostre isso pro seu gestor ou gestora e colegas antes, veja se eles querem adicionar algum outro ponto, e use essa pauta para guiar toda a reunião.

#4 Anote tudo o que foi sugerido e definido na reunião e envie para seus colegas depois

Outra coisa: você tem a pauta da reunião, mas é claro que sempre vão aparecer assuntos novos, ou alguma mudança no plano. 

Então, você deve tomar nota dos principais pontos, quem vai fazer o que, e o que foi combinado.

Porque é aqui que vem a parte mais importante de todas. É essa ação que vou descrever agora que vai garantir que sua reunião foi bem sucedida.

Depois da reunião, você vai pegar essas anotações com todos os pontos combinados, sumarizar tudo no mesmo e-mail por onde você convidou aquelas pessoas e enviar para elas.

Se sua firma não utiliza e-mails para isso, bota isso no papel, no mural da empresa, onde estiver visível com as seguintes informações: o que foi falado, quem prometeu o que, e até QUANDO essas pessoas tem que retornar com essas tarefas ou decisões.

Não subestime a importância de selar esse encontro formalizando tudo o que foi tratado. Porque dali uma ou duas semanas você vai precisar correr atrás de alguém pra ter uma atualização, ou até podem ir atrás de você cobrando algo e você vai ter o respaldo: “Olha só, foi combinado aqui atrás naquela reunião dessa forma aqui.”

#5 Tente reduzir a duração e o número de reuniões no seu trabalho

Ainda existem outras dicas que ajudam a reduzir o tempo das reuniões e fazer com que elas fiquem mais objetivas, como por exemplo fazer reuniões em pé. 

Muita empresa tem o costume de fazer o “stand-up” diário, que é basicamente todo mundo se reunir numa área em comum, não necessariamente uma sala, para poder falar rapidamente sobre os pontos mais importantes do dia de cada time.

Além disso, outra coisa a fazer é reduzir o tempo de reunião. 

Em vez de uma hora, tente resolver tudo em 45 minutos e vai diminuindo até virar no máximo meia hora. 

Essa, aliás, é uma prática comum em startups e empresas que têm um ritmo rápido de crescimento. Afinal, ninguém gosta de desperdiçar o tempo de ninguém.

As reuniões não precisam ser mais um motivo de estresse no seu trabalho

E você aí, é do tipo que prefere convocar reunião pra cada coisa a ser resolvida, ou prefere matar tudo em um e-mail? Me responde nos comentários aqui embaixo! 

E mais importante: me promete que você vai ter reuniões mais produtivas a partir de agora?!

Não esquece de compartilhar o link desse artigo ou do vídeo do canal com seus amigos.

Até a próxima!

11 de janeiro de 2021 0 comentários
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Home office

Trabalhar de casa: 5 vantagens e 5 desvantagens do home office (e como se livrar das desvantagens)

por Adeline Daniele 4 de janeiro de 2021
escrito por Adeline Daniele

É certo falar que depois das mudanças que 2020 trouxe, muita gente precisou trabalhar em home office e ficou bem feliz com isso. Porém, será que essa modalidade só traz vantagens mesmo?

A resposta, obviamente, é não. Mas, muitas pessoas que vinham sonhando com esse momento há muito tempo para tirar proveito da flexibilidade que trabalhar de casa oferece não consideraram isso.

Inclusive, para muitos profissionais do mundo todo essa mudança trouxe mais estresse: uma pesquisa feita pelo LinkedIn mostrou que as pessoas se sentiram mais pressionadas e trabalharam mais horas depois que o home office foi implementado em várias empresas no país. Em um outro estudo ainda foi relatado que os casos de burnout cresceram durante a pandemia.

Portanto, antes de “fazer a festa” em casa é importante analisar quais são as vantagens e desvantagens do home office para não cair em armadilhas e prejudicar sua qualidade de vida.

Eu remotamente por pouco mais de 2 anos entre 2015 e 2018, já enfrentei quase todas as situações acima e posso dizer que até hoje eu ainda tenho um desafio enorme em conciliar isso na minha rotina.

Em contrapartida, sei que pode ser mais fácil chegar a uma jornada de trabalho em casa mais confortável quando você está ciente dos desafios e adapta a sua rotina para tirar proveito das vantagens dessa forma de trabalho.

Então, para te ajudar a refletir mais sobre essa modalidade e talvez até mesmo tomar a decisão de trabalhar 100% em casa daqui pra frente, eu criei a lista a seguir com as 5 vantagens e 5 desvantagens do home office.

A partir dela você vai saber o que pode ficar melhor e o que você precisa estar atento para não fazer parte da estatística de vários profissionais que manifestaram sintomas de estresse e exaustão mental com trabalho.

E é claro: se você já estiver experienciando as desvantagens nesse modelo de trabalho, eu também sugiro formas simples para você tentar resolver esses problemas!

Leia este artigo até o final, pois ele pode te ajudar a não surtar trabalhando de casa!

Conheça as vantagens do home office

Vantagem #1: Qualidade de vida

Trabalhar em casa é chegar a um ótimo nível de flexibilidade no emprego – seja ele formal ou não. E com a flexibilidade, vem a qualidade de vida.

Eliminar o estresse de ficar no trânsito ou transporte público lotado todos os dias às sete da manhã já é, por si só, um fator que aumenta significativamente a qualidade de vida do profissional.

Mas, existem ainda mais possibilidades: mais tempo para ficar com os filhos e/ou bichos de estimação, mais tempo para visitar a família, a possibilidade de viajar para cidades diferentes, alimentação caseira e mais saudável e até a mudança para um lugar mais barato, seguro e afastado da poluição.

Quem sabe aproveitar tudo isso ao trabalhar de casa definitivamente consegue ter uma boa qualidade de vida.

Vantagem #2: Possibilidade de trabalhar de qualquer lugar (mesmo!)

Com exceção de alguns trabalhos que podem ter eventos ou reuniões em uma cidade específica, o trabalho remoto implica que você possa trabalhar, literalmente, de qualquer lugar: desde o sofá da sua casa até outro país.

E você não precisa desanimar caso não tenha condições de fazer viagens e morar em diversos lugares diferentes em um curto período de tempo.

Você pode começar a conhecer lugares novos na sua própria cidade, como cafés, espaços de coworking, bares, parques…Ou seja: qualquer lugar que ofereça Wi-Fi ou uma mesa para você realizar suas atividades.

Dependendo do tamanho da cidade em que se vive, com certeza será possível fazer um roteiro de diversos lugares novos para conhecer e cumprir com as obrigações. E um bônus: isso pode aumentar ainda mais sua produtividade e disposição para trabalhar.

Vantagem #3: Autonomia

A autonomia é outro ótimo benefício do home office e é importantíssimo que você desenvolva essa competência caso ainda não tenha.

Se em um antigo emprego você ficava incomodado com a sensação de estar monitorado o tempo todo, como acontece em alguns escritórios, isso não vai mais existir com tanta intensidade (afinal, seu chefe ainda vai se reunir e procurar você).

Isso pode ser bom por dois motivos: o primeiro é que você não se sentirá tão pressionado, pois não terá um chefe a todo o momento no seu cangote cobrando e te apressando.

Isso te ajuda a fazer seu trabalho da melhor forma que conseguir, pois você terá o poder de administrar o seu próprio tempo. Aliás, talvez seja nesse momento que você passe a descobrir como realmente gosta de trabalhar.

O segundo motivo é que você ainda poderá aprender a se autogerenciar e a criar um sistema próprio para realizar as atividades do dia a dia, tornando o seu trabalho mais gratificante, eficiente e produtivo.

Nessa hora é que você irá descobrir o que realmente matava a sua produtividade em um trabalho tradicional e conseguirá encontrar formas melhores de entregar resultados e de gerenciar os próprios projetos.

Aliás, se você tem vontade de empreender, praticar essa habilidade ao trabalhar em home office pode ser um importante passo nesse caminho.

Vantagem #4: Alimentação mais barata, e possivelmente mais saudável

Se a alimentação saudável e barata for o seu foco ao trabalhar de casa, você não irá se decepcionar.

Durante uma pausa na sua rotina de home office você pode simplesmente ir até o supermercado mais próximo aproveitar as promoções que nunca conseguia porque não saía a tempo do trabalho e até mesmo ter um tempo extra para cozinhar o que realmente gosta.

Fazer seu próprio menu pode custar menos no final do mês do que, por exemplo, aquele almoço que você comia todos os dias no restaurante do lado do escritório.

É importante nessas horas verificar o que é possível fazer se você recebia o Vale Refeição da companhia – muitas empresas podem converter esse benefício em Vale Alimentação, e isso significa que pode sobrar até mais dinheiro no bolso!

Vantagem #5: Economia de tempo e dinheiro com transporte

Não importa se você tem carro ou anda de ônibus: o caminho para o trabalho é um gasto de tempo e dinheiro.

Em grandes cidades existem profissionais que passam cerca de 4 horas dentro de um carro ou transporte público entre a ida e a volta para o trabalho.

No home office esses dois problemas são eliminados da sua rotina de uma só vez. Se você acordava 2h ou 3h antes de sair para trabalhar, considere que esse tempo extra poderá ser muito mais bem aproveitado, seja dormindo, lendo um livro que gosta ou se dedicando a qualquer outra atividade que gostaria.

E de novo eu te lembro: você vai precisar re-adaptar sua rotina trabalhando de casa, e tá tudo bem se o tempo do transporte virar tempo de sono e isso te fizer bem. Aliás, dormir o suficiente influencia bastante na sua produtividade, bem estar e satisfação com trabalho no dia a dia.

Desvantagens do home office

Desvantagem #1: Custos extras com equipamentos e a casa

Sabe aquelas ligações que você podia fazer para o setor de TI para consertarem algum problema com o computador, a impressora ou a rede da empresa? Isso com certeza mudou.

Exceto por alguns empregos em que a companhia oferece equipamentos e assistência, a infraestrutura do trabalho em home office fica por sua conta.

E ainda que a empresa te ofereça dinheiro, você vai precisar ir atrás da mesa, cadeira e de outros itens importantes para você trabalhar melhor.

Fora isso, tem outros custos que poucas pessoas se lembram de colocar na ponta do lápis: a internet, energia elétrica, água e outras contas ficarão mais caras, já que você vai ficar mais tempo em casa.

Então, se por um lado o custo com transporte e alimentação são reduzidos, no home office pode ser que você precise fazer um upgrade na internet, custear um equipamento ou a construção do seu escritório em casa, e ainda separar uma grana extra para as contas de casa que vão aumentar.

Como resolver: se você tem a possibilidade de se planejar antes de iniciar o trabalho em home office, eu recomendo que passe a investir aos poucos em uma máquina melhor, comprando cada item necessário aos poucos.

Já para quem tem um contrato fixo, uma ideia é solicitar que a empresa ajude a fornecer as ferramentas necessárias, como softwares, câmeras, entre outros. Você pode inclusive negociar com a firma para usar o dinheiro que ela mesma tem economizado, já que ela provavelmente não precisa mais pagar o seu transporte até o escritório.

Grandes companhias forneceram até um orçamento para que funcionários pudessem montar um espaço adequado de trabalho em casa. Outras até mesmo enviaram cadeiras ergonômicas, como a Nubank.

Agora, se você caiu de pára-quedas no home office e não tem uma boa infraestrutura, faça um orçamento e veja quanto você precisa gastar para melhorar seus equipamentos. Depois, quebre esse valor em pequenas partes e aplique esses custos em cada freelance ou trabalho que for cobrar.

Lembrando que a “depreciação dos equipamentos de trabalho”, na verdade, já deve ser considerada na cobrança de qualquer trabalho. 😉

Desvantagem #2: A solidão

Você pode não pensar nisso agora, mas o escritório com colegas de trabalho a uma mesa de distância e alguém sempre por perto para conversar irão fazer falta na sua vida.

Nós somos seres sociais, e a falta de companhia todos os dias no trabalho pode nos deixar bem solitários. Segundo uma pesquisa realizada pelo LinkedIn com 2 mil profissionais, 39% dos brasileiros afirmaram se sentir mais solitários durante o home office na pandemia, e 30% disseram estar mais estressados por sentir falta dos momentos de descontração no escritório.

Como resolver: se você estava em um trabalho fixo antes da pandemia e continua nele, uma boa ideia pode ser agendar pequenas chamadas ao longo da semana com seus colegas para bater um papo e falar de coisas fora do trabalho.

Muitas empresas inclusive motivam os funcionários a tomar pausas, ou a realizar jogos online com seus times e colegas para descontrair.

Se você é freelancer, você pode começar simplesmente com uma pesquisa na internet. Já existem diversos blogs, sites e comunidades de freelancers e pessoas que gostam de fazer home office. Tente descobrir os que estão mais próximos do seu tipo de trabalho ou da sua cidade e comece a conversar com essas pessoas.

E após conhecer novos colegas de home office (caso ainda não tenha), tente combinar videochamadas com eles ou, quando possível, você pode até separar um dia da semana para trabalhar com um colega em um coworking.

Outra solução que ajuda a te sentir mais motivado e menos solitário é dividir o seu dia com outras atividades. Por exemplo: você pode praticar exercícios e fazer aulas em grupo online sobre algum tema que você goste. Sair para caminhadas para ver mais pessoas nas ruas e parques também ajuda!

Desvantagem #3: O buraco negro da produtividade

Estudos comprovam que o home office aumenta a produtividade. Mas para muitas pessoas tem dias que isso definitivamente não acontece: trabalhar em casa também pode trazer uma série de distrações.

Nem sempre é ruim fazer pequenas pausas no trabalho, o problema pode estar naquelas atividades que você demora horas para começar a fazer e nunca termina, acumulando trabalhos.

Por outro lado, existe o problema da produtividade em excesso, que é quando as pessoas se esquecem de limitar o número de horas dedicadas à jornada de trabalho. Segundo o estudo feito pelo LinkedIn, quase 70% dos profissionais brasileiros passaram pelo menos uma hora a mais por dia trabalhando em casa, e ainda: 21% chegaram a ficar até quatro horas a mais por dia disponíveis no home office.

Como resolver: busque clareza sobre o que é esperado de você no seu trabalho. O que precisa ser entregue? Até quando? Em que formato? Muitas vezes você pode não estar concentrado ou inspirado para trabalhar porque está sem um “rumo” para seguir.

E assim que você tiver bem claro quais são suas tarefas do dia ou da semana, negocie prazos realistas para completar tudo, sem prejudicar sua qualidade de vida e nem ultrapassar o número de horas previsto no seu contrato de trabalho (principalmente se você não ganha por hora extra).

Para aqueles que têm dificuldade de focar em uma tarefa por muito tempo, a sugestão é tentar a procrastinação produtiva. Mas, aqui vai um alerta: isso não tem nada a ver com as pausas que você precisa fazer para manter sua saúde mental, hein! Fazer pausas para comer, tomar café, apreciar sua família ou sua casa ou simplesmente descansar a cabeça são coisas importantes no dia a dia.

Só que tem dias que mesmo quando a gente tem que trabalhar, parece que as coisas não progridem. Então o que pode ajudar é você mover para tarefas menores que requerem menos esforço mental, mas ainda assim fazem a diferença no longo prazo.

Então, aproveite esse “buraco na sua produtividade” para atividades que trazem benefícios e são mais fáceis, como organizar os arquivos do seu time, melhorar algum relatório com elementos visuais, revisar alguma apresentação que precisa ser feita, ler e responder e-mails com atualizações gerais, enviar convites de reuniões para a próxima semana, ler o feed de notícias sobre sua indústria ou sobre sua profissão…

E ainda tem atividades da casa que você pode encaixar no seu tempo quando estiver sem inspiração, como: separar as roupas para lavar, varrer/ aspirar a casa, levar o cachorro para passear (se tiver um), preparar algum lanche ou almoço para a semana, resolver um pepino do banco, ou simplesmente limpar e organizar sua mesa de trabalho – somente isso já te motiva a ser mais produtivo!

Desvantagem #4: Perda de benefícios

Dependendo da forma de contrato utilizado para trabalhar em home office, o profissional dificilmente consegue manter os mesmos benefícios com a empresa.

Existem companhias que ofereciam almoço e academia no escritório, e com o home office isso pode ter mudado.

Isso significa que tanto a alimentação, academia ou quanto até mesmo impostos (FGTS, previdência, etc.) e planos de saúde podem ter um impacto nos seus gastos – dependendo do regime de trabalho que você estiver inserido.

Como resolver: se a sua empresa cortou muitos benefícios e você pretende continuar para trabalhando para ela mesmo assim, não existe muita opção para solucionar este problema que não seja se reorganizar financeiramente para cobrir seus custos sozinho.

Já para os profissionais que não possuem qualquer contrato, acordo ou garantia de benefícios para trabalho em home office, a solução mais comum é considerar cada gasto na hora de cobrar pelo seu trabalho.

Quem possui empresa aberta ou é microempreendedor e trabalha como freelancer / profissional autônomo também pode contratar um contador para que ele calcule como pagar pelos impostos e manter os benefícios que têm interesse. Pagar um contador pode ser encarado como um gasto supérfluo para quem conta o dinheiro no final do mês, mas essa pode ser uma forma realista de saber quando você deve cobrar por hora de trabalho.

Outra ideia é verificar como funcionam os sindicatos e associações de sua profissão. Por meio de parcerias, essas instituições podem oferecer descontos em diversas coisas: desde planos de saúde até academias, escolas e planos de previdência, tudo por um custo mensal bem menor do que contratar cada serviço separado.

Desvantagem #5: Dificuldade para crescer profissionalmente

Um problema comum enfrentado por quem passa a trabalhar em home office é a dificuldade de crescimento profissional. Para os que se tornaram freelancer, por exemplo, existe o receio de que essa experiência conte menos quando o profissional for procurar emprego no mercado tradicional novamente.

Mas independentemente do tipo de contrato e empresa, muitos profissionais podem ficar frustrados ao longo do tempo por não sentirem que estão progredindo na carreira.

Como resolver: a forma de resolver esse problema vai depender muito de quais são os objetivos de cada pessoa ao trabalhar de casa. Empresas que possuíam um plano de carreira definido dificilmente vão abrir mão disso simplesmente porque implementaram o trabalho de casa.

Mas, se você achar necessário, pode conversar com seu gestor/ gestora para combinar um ciclo mais curto de feedbacks e assim saber se você está no caminho certo. Sugerir reuniões mensais para falar de resultados e conquistas dos times e de cada indivíduo também pode ajudar.

Para quem quer levar esse estilo de trabalho para o resto da vida, outra sugestão é pensar em formas de empreender.

Ao se tornar dono de uma empresa própria ou microempreendedor individual, por exemplo, é possível ir atrás de clientes de qualidade, garantir rendas maiores e aumentar seu escopo de trabalho pegando projetos cada vez maiores – isso geralmente é mais limitado e demore mais para acontecer quando você é um funcionário comum em uma empresa.

Agora, no caso de quem deixou um emprego formal para se tornar freelancer, uma boa pedida pode ser investir no marketing pessoal e na construção de portfólio. Um portfólio diversificado, que demonstre os resultados que uma pessoa consegue entregar podem valer até mais do que uma experiência em um emprego qualquer.

E ainda para quem trabalha em home office com contrato fixo, a sugestão é: enxergue suas tarefas como projetos e procure mensurar o quanto cada atividade gerou em resultados para o seu empregador. Isso porque uma das coisas que mais chamam a atenção de recrutadores e possíveis parceiros de negócio é ver o quanto de resultado determinada ação gerou para uma empresa a partir do seu trabalho.

Sobrevivendo ao home office sem surtar

Pra te ajudar a sobreviver ao home office (e lidar também com tudo isso que comentei nesse artigo), eu também fiz um vídeo com várias dicas para você manter sua saúde mental e produtividade trabalhando de casa. Confere ele aqui embaixo:

Bom, com as desvantagens sobre essa modalidade mais claras aqui, é hora de você tentar contornar cada um desses problemas que surgirem e priorizar a sua saúde física e mental.

A última dica que deixo é: não tente ter exatamente a mesma rotina de quando você ia para o escritório se você avaliar que isso não está te fazendo bem.

Por exemplo: está tudo bem se as horas que te sobraram no dia forem usadas para você cuidar melhor de você e ficar mais com quem você ama. Faça testes e experimentos com seus horários e apenas deixe no seu dia a dia o que funcionar melhor!

Espero que essas dicas tenham te ajudado. Não esquece de compartilhar o link desse post com mais pessoas que você conhece e que trabalham ou querem começar a trabalhar de casa!

Até a próxima!

Crédito das imagens: Freepik.com

4 de janeiro de 2021 1 comentário
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Entrevista de emprego

Veja como se preparar para uma entrevista de emprego de sucesso

por Adeline Daniele 21 de dezembro de 2020
escrito por Adeline Daniele

Entrar em uma sala de escritório pequena, com uma mesa e duas cadeiras e tentar provar para uma pessoa que você nunca viu na vida o quanto você merece aquele trabalho. 

É certo afirmar que qualquer profissional que tenha passado pelo primeiro emprego já esteve na situação acima.

Afinal, participar de uma entrevista de emprego pode ser motivo de nervosismo e insegurança até mesmo para os profissionais mais experientes.

Seja pela simples pressão em ter de provar ser o melhor para aquele emprego, por medo da competição com outros candidatos, por dificuldades em se apresentar para um desconhecido ou pela pressa para encontrar logo um trabalho que pague as contas no fim do mês.

E embora seja realmente difícil controlar a ansiedade, algumas pequenas medidas podem fazer com que você tenha mais segurança para participar de uma entrevista de emprego em qualquer área que você trabalhe.

Pensando nisso, juntei aqui algumas dicas e experiências em simples passos que podem te ajudar. Continue lendo este texto e saiba:

  • Como preparar seu mindset antes de ir para a entrevista
  • Como se preparar antes da entrevista de emprego
  • Os comportamentos que passam segurança durante a entrevista de emprego
  • Que perguntas você pode fazer em uma entrevista de emprego

Passo 1: Hora de mudar a mentalidade

Um dos motivos que mais leva um candidato a ficar nervoso na entrevista de emprego é a própria insegurança.

É normal a gente ter essa mentalidade de que quem realmente tem o poder de decidir a nossa carreira é o recrutador, e de que ele está fazendo um “favor” em nos contratar.

Não é bem assim.

A empresa que abre uma vaga obviamente precisa muito daquele profissional e precisa que ele saiba desempenhar as atividades listadas.

Então, para começo de conversa: o trabalho é um contrato mútuo, é uma troca dos seus serviços e do seu tempo por dinheiro.

Você vai gastar seu tempo e seu talento ali, e talvez até passe grande parte do seu dia com aquelas pessoas em vez da sua família. Então nunca sinta que a oportunidade e salário que lhe oferecem são uma espécie de favor.

Apesar da crise, da maior competitividade, da sua ansiedade e de todas as suas dívidas, tente colocar na cabeça que o seu trabalho é valioso para as empresas também, e não se sinta com medo de questionar sobre a vaga, o contrato e seu ambiente de trabalho.

O emprego tem que se encaixar nas suas necessidades assim como você precisa se encaixar naquela oportunidade.

Portanto, vá de cabeça erguida para a entrevista, e mostre que você tem interesse em ajudar a empresa, mas que também busca uma oportunidade para VOCÊ crescer.

Passo 2: Prepare-se antes da entrevista

Não sei vocês, mas uma das coisas que mais me deixava com medo de uma entrevista era não saber responder alguma pergunta que me fizessem sobre a empresa ou a vaga em questão.

Você não precisa saber de tudo sobre o mercado, economia e política, mas uma boa pesquisa sobre a vaga para a qual você está se candidatando, bem como uma breve leitura das principais notícias sobre o país, podem te ajudar a discutir assuntos relevantes durante a entrevista.

Veja algumas coisas que você pode fazer dias antes de encontrar com o recrutador:

1. Pesquise sobre a empresa

Essa é uma das questões mais óbvias, mas muita gente se esquece de se informar sobre a empresa na qual está se candidatando.

Ou então, a pessoa encontra tanta coisa sobre o lugar que não sabe o que deve priorizar. Por isso, aí vão alguns itens essenciais para você saber antes de ir para a entrevista de emprego em determinada companhia:

  • O ano de fundação e o local de origem da empresa
  • A missão, visão e valores da empresa
  • A quantidade estimada de funcionários trabalhando para a empresa e onde ela possui filiais/ fábricas
  • O que essa empresa representa na indústria (ela fornece produtos, compra produtos de outras companhias, é uma das principais companhias do setor?)
  • Como essa empresa gera lucro e que produtos/serviços são o carro-chefe dela? Que tipo de clientes ela atende?

2. Mantenha-se informado(a)

Estar inteirado sobre o que está acontecendo no país é obrigatório para qualquer pessoa com o mínimo de instrução e que tenha acesso fácil à informação e à internet.

E para as entrevistas de emprego esse tipo de conhecimento pode ajudar muito. Pense que aquele artigo que você leu sobre o crescimento de determinado setor ou até mesmo sobre o meio ambiente podem te dar um assunto bacana para discutir com sua equipe durante a dinâmica de grupo ou para fazer comentários pertinentes durante a entrevista.

Vou facilitar a sua vida e listar alguns temas que você pode pesquisar sobre a companhia:

  • Qual impacto essa empresa tem causado em seus clientes (independentemente do setor)?
  • Como a companhia que você vai trabalhar se posiciona em relação ao meio ambiente e à sustentabilidade? Quais foram as últimas notícias sobre isso?
  • Essa empresa ganhou algum prêmio/ reconhecimento nos últimos meses ou no último ano? Quais? E qual a importância deles?
  • Como anda o setor daquela empresa? Essa indústria está enfrentando algum tipo de crise/ desafio no mercado?
  • Como é a cultura dessa empresa e do país de origem dela? Essa cultura influencia na forma como a companhia é gerenciada?
  • Quais os planos da empresa para o futuro? Existe alguma chance de expansão ou algum projeto em que ela esteja fortemente envolvida?

3. Tente encontrar informações sobre seu recrutador ou equipe de trabalho

Quem acha que apenas os recrutadores podem sair pesquisando sobre os candidatos nas redes sociais está muito enganado.

Afinal, uma das melhores formas de saber em que terreno você está entrando é conhecer um pouco sobre quem irá te entrevistar ou até mesmo o líder da equipe para a qual você quer entrar.

Então, se você recebeu um e-mail ou chamada do recrutador, comece pesquisando pelo nome dele e o nome da empresa no Google e veja se essa pessoa tem um LinkedIn. Se ela tiver, verifique se o cargo dela condiz mesmo com a sua área ou com o RH da empresa.

Uma vez no perfil do entrevistador, você pode conferir as experiências, interesses e até mesmo ter um link direto para outras pessoas da equipe por meio do perfil da empresa na rede social.

Se a pessoa que irá te entrevistar estiver diretamente ligada à sua área, não deixe de dar uma olhada nas empresas anteriores em que ela trabalhou, cursos que fez e contatos que vocês possam ter em comum.

Essa pode ser uma forma de você tentar se identificar com a vaga de saber qual caminho esse líder trilhou até ali, e ainda pode gerar um assunto para você “quebrar o gelo” no início da entrevista.

4. Ensaie a forma como você se apresenta

Em qualquer tipo de carreira que você escolher, você precisará sempre se apresentar para outros profissionais.

E nas entrevistas de emprego essa apresentação sempre vem após aquela conhecida pergunta “Fale um pouco sobre você”.

Você já pensou nisso?

De que forma você informa para os entrevistadores o seu nome, área de formação e suas experiências profissionais? 

Por mais que você tenha um currículo bacana, você pode estar se esquecendo de informações que podem fazer toda a diferença para conseguir uma boa oportunidade de emprego.

Aliás, até a forma como você se apresenta e como organiza as suas próprias informações faz a diferença.

Por isso, ensaie a sua própria apresentação desde já e tenha sempre essa espécie de script para poder usar quando for participar não só de entrevistas de emprego, mas também dos eventos da empresa, palestras, discussões, etc.

Isso é essencial, pois além de te ajudar a se descrever melhor, faz com que você não perca muito tempo quando precisar falar sobre si mesmo em poucos minutos durante uma dinâmica de grupo, por exemplo, onde geralmente você tem apenas de 3 a 5 minutos para falar. Fica a lição: use esse tempo com muito cuidado.

Possível resposta para a pergunta “Fale sobre você”

Uma boa apresentação sobre si mesmo para a entrevista de emprego pode ser da seguinte forma (se quiser, preencha as lacunas e depois adapte o texto para o seu próprio jeito de falar):

Bom, meu nome é (nome), sou da cidade de (cidade) e sou formad(o/a) em (formação) pela universidade/escola (nome da escola).

Desde então eu já trabalhei em empresas como (empresa 1), (empresa 2) e (empresa 3 – a mais atual caso ainda esteja lá) como (coloque aqui o principal cargo exercido), onde realizei atividades como (coloque aqui as principais atividades que já exerceu nesses empregos e que te IDENTIFIQUEM com a vaga).

Também já fiz cursos de (cursos extras/ atividades extras) e hoje tenho muito interesse em aprender mais sobre/ adquirir experiência em (atividade/área de interesse que te chamou a atenção na vaga).

Nas minhas horas vagas eu gosto bastante de (fale algum hobby favorito. Ex.: ler, ir ao cinema, assistir seriados, visitar os familiares) e também tenho muito interesse por / pratico / estudo nas horas vagas(alguma atividade interessante que não esteja exatamente relacionada à carreira. Ex.: cozinhar, viagens, algum esporte, história, música, etc.).

Esse é só um exemplo, mas perceba que em poucos minutos você disse não apenas seu nome, de onde você veio e formação como também já contou um pouco sobre que tipo de pessoa você é e o que já fez ao longo de sua vida profissional.

A pessoa que ouvir esse tipo de apresentação provavelmente vai guardar seu nome e te relacionar com algo que ela se identificou mais.

Se você quiser saber mais especificamente sobre como responder a pergunta “fale sobre você” em uma entrevista de emprego, eu recomendo que você veja o vídeo que gravei sobre como montar um roteiro para você se apresentar para um recrutador.

Como responder a pergunta “fale sobre você” em uma entrevista de emprego

5. Prepare respostas para as perguntas mais frequentes em entrevistas

Não dá para saber tudo o que lhe será perguntado durante uma entrevista de emprego, mas você pode tentar se preparar para responder algumas questões complexas que podem aparecer nessa ocasião e que sempre nos deixam nervosos. São elas:

  • Que tipo de experiência você pode contar e que mais te identifica com aquela empresa?
  • Você se sente confortável em liderar projetos? Se sim, por quê? Se não, por quê?
  • Como você lida com crises e prazos muito apertados?
  • Por que você é ideal para esta vaga?
  • O que você pode acrescentar nessa empresa/ equipe?
  • Como você se organiza no trabalho?
  • Como você lidou com erros ou feedbacks negativos no passado?
  • Você participa de algum trabalho voluntário? Qual?

E, claro, não descarte algumas perguntas clichê que praticamente todo profissional já ouviu. Esse tipo de questionário geralmente acontece no início do processo e apenas serve para tentarem te definir psicologicamente. Veja o que podem te perguntar:

  • Como você se vê daqui 5 anos?
  • Qual seu hobby favorito? O que faz nas horas vagas?
  • Qual seu maior defeito? E maior qualidade?
  • Se você fosse um animal, qual seria? E por quê?
  • Se fosse um país, qual seria. Por quê?
  • Quem você levaria para uma ilha deserta? Por quê?

Quando você for tentar responder tudo para si mesmo, fique atento para tentar se identificar ao máximo com a missão, visão e valores que você já pesquisou sobre aquela empresa. Isso é importantíssimo!

Se um dos valores dela for “diversidade”, por exemplo, veja se você se identifica com ele de alguma forma e tente exemplificar em suas respostas.

Se for preciso, escreva tudo em um papel ou ensaie como você responderia a todas essas perguntas, das mais complexas até as mais clichês que você pode ter escutado em sua carreira.

E ressalto que a ideia aqui não é você decorar essas respostas para respondê-las como um robô, e sim que você treine para se sentir mais confiável e confortável em falar sobre os assuntos listados acima sem gaguejar ou parecer incoerente.

E o mais interessante: responder essas perguntas para si te ajuda a ter mais autoconhecimento e até mais foco para buscar um tipo de trabalho que tenha realmente a ver com você!

Passo 3: Analise e aprimore seu comportamento

Você pode ser um ótimo profissional, ter boas referências e experiências e, mesmo assim, o seu comportamento pode ofuscar tudo isso.

Se você demonstra muito nervosismo para o recrutador, ele certamente pensará que você não se preparou para a entrevista de emprego e muito menos está preparado para aquele trabalho.

Ok, falando assim parece muito simples. Mas… Como transmitir segurança na entrevista de emprego?

Bem, antes de mais nada: se você conseguiu passar pelo Passo 2 descrito acima, eu garanto que você já estará um pouco mais confiante para demonstrar seu talento na entrevista.

Você já sabe a missão, visão e valores que aquela empresa preza e é hora de mostrar que você também se identifica com eles. E uma forma de fazer isso é também por meio de comportamentos que fazem a diferença. Veja três deles a seguir.

Postura e educação

O seu comportamento pode ser analisado até mesmo antes de iniciar a entrevista, quando você chega no local.

Ao entrar no ambiente, procure ser o mais educado possível e, se precisar aguardar em uma sala de espera, tente se manter calmo e não demonstrar impaciência.

Uma boa forma de passar o tempo e aliviar a tensão é tentar puxar conversa com outras pessoas que estiverem a seu redor ou ler alguma coisa.

Dress-code: o que você veste AINDA faz diferença

Embora ainda existam ambientes de trabalho muito formais, nem toda empresa requere terno e gravata para trabalhar e nem entrevistas.

Então, pode ser que você esteja se preocupando em vestir – ou até mesmo tenha gastado seu dinheiro comprando peças de roupas para participar do processo seletivo – e depois se dê conta de que poderia ter usado uma roupa mais simples.

Por isso, é importantíssimo analisar o tipo de ambiente de trabalho que aquela companhia tem antes da entrevista para que você se vista de acordo.

Uma blusa ou camisa básica de cor neutra, calça jeans e uma sapatilha/ sapato podem ser uma combinação bem viável – mas de novo: pesquise a empresa para saber o que é melhor.

Afinal, pode ser que seu trabalho envolva lidar com clientes mais exigentes, e aí vale a pena investir em um “look” mais elaborado.

Ah, e isso vale para entrevistas por vídeo também! Não é porque você não precisa sair de casa que você não deve se atentar para o que vai vestir e para o “plano de fundo” que apresentará durante a conversa com o recrutador.

Pratique a habilidade de “escutar” o recrutador

Parece meio bobo falar isso, pois obviamente você vai escutar e responder ao recrutador na entrevista. Mas foque em realmente melhorar essa habilidade de captar o que a empresa quer.

Eu descrevi no passo 2 desse artigo que você deve se preparar para responder a várias perguntas, só que as vezes a gente fica tão ansioso para falar as coisas que a gente ensaiou, que a gente não pára para realmente prestar atenção no que o recrutador está procurando para aquela vaga.

Eu sou exemplo vivo de que isso é necessário, pois foi por não escutar o que o recrutador queria que eu fracassei em uma entrevista de emprego para uma grande empresa.

E isso aconteceu porque eu fiquei tão empolgada em apresentar meus “dotes” com tecnologia e habilidades técnicas, que não percebi direito que eles procuravam na verdade uma pessoa focada em um outro aspecto do marketing digital.

Ensaiar nossa apresentação é necessário, mas precisamos ficar atentos e escutar ativamente ao recrutador. Afinal, você está ali para provar que pode resolver os “problemas” e desafios da empresa. É sobre o que a empresa precisa, e não sobre fazer um show sobre sua vida.

Fica a lição, né?

Passo 4: Prepare perguntas para você fazer durante a entrevista

Como já dito no passo 1, você precisa mudar sua mentalidade com relação a como você busca empregos.

Sei que as vezes precisamos realmente de um novo trabalho com urgência e com a alta taxa de desemprego fica difícil “selecionar” o seu local de trabalho a dedo.

Mas, de novo: emprego não é favor. Você vai passar grande parte do seu dia ali, longe da sua família e das pessoas que gosta. Então, é bom que esse tempo que você está “vendendo” para empresa valha a pena para seu lado também.

Uma forma de você descobrir isso é levando suas perguntas para entrevista também. Afinal, só assim você vai ter informações importantes para ver se você se identifica com a vaga.

Aí vão algumas perguntas de entrevista de emprego que você pode fazer ao recrutador:

  • Como é o ambiente de trabalho – para você saber se existe uma hierarquia muito forte e como as pessoas lidam com as outras
  • Se os horários são/ podem ser flexíveis – caso você tenha filhos ou precise ajustar seu horário para lidar com sua vida pessoal, faculdade, etc.
  • Qual o caminho/ progressão comum nesse tipo de cargo – se você quer crescer dentro da empresa, é legal perguntar como funciona o plano de carreira e se as pessoas que estavam nesse cargo anteriormente também foram promovidas
  • Qual o maior desafio que o seu futuro time está enfrentando atualmente – assim você sabe se a empresa passa por algum tipo de transição ou projeto desafiador, e consegue entender como poderia ajudá-la

E não se esqueça de negociar seu salário!

Espero que as dicas acima te ajudem a ter mais segurança na sua próxima entrevista de emprego. E se você não passar nela, não se martirize!

Eu já tenho até um vídeo no canal do Hackeando a Carreira no YouTube contando como você pode superar essa fase e como não deixar isso abalar toda a sua autoconfiança. Clica no link aqui embaixo para ver:

  • Não passei na entrevista, e agora? Confira o que fazer para superar!

Lembre-se sempre da sua trajetória, de todo o seu esforço para chegar até onde está. Afinal, se você não for o primeiro a confiar no seu currículo e trabalho, quem é que vai?!

E aliás, caso você esteja indo para a fase final ou até mesmo tenha recebido uma oferta de emprego, eu recomendo fortemente que você leia os artigos abaixo, que vão te ajudar a tomar a sua decisão e ainda a negociar um salário mais atrativo para você:

  • Saiba como negociar seu salário em um novo emprego (não cometa estes 4 erros!)
  • Aceitar ou não uma nova oferta de emprego? Como analisar uma proposta de trabalho

E, por último: passe essas dicas adiante! Não esquece de enviar esse artigo para algum amigo(a) que também precisa se preparar para entrevistas de emprego.

Por hoje é isso! Conta pra mim aqui nos comentários como foi sua última entrevista de emprego, se você passou ou não, e me segue lá no Instagram e no YouTube para conferir mais dicas para melhorar sua vida profissional!

21 de dezembro de 2020 1 comentário
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Currículo

Como fazer um currículo: o formato ideal e informações que você deve adicionar

por Adeline Daniele 7 de dezembro de 2020
escrito por Adeline Daniele

Quantas vezes você já enviou um currículo e não foi chamado para uma entrevista? Se foram muitas, você não está sozinho.

Agora, você sabia que um recrutador pode levar apenas 10 segundos para ler considerar o seu currículo em um processo seletivo?

Isso mesmo: seu destino para o emprego dos sonhos algumas vezes pode ser decidido em menos de um minuto! É realmente preciso fazer valer a pena cada segundo que um recrutador passa lendo sobre sua carreira.

Eu não sabia disso na época em que comecei a buscar meus primeiros estágios, mas mesmo assim sempre procurava tutoriais sobre como fazer um currículo bom e que atendesse às expectativas dos recrutadores. E pode acreditar: isso aumenta bastante as chances de conseguir uma entrevista de emprego.

Mas, não foi fácil chegar ao modelo ideal para minha área.

Assim como muita gente, eu sempre ficava em dúvida sobre quais informações eu deveria colocar, quais formatos utilizar e como colocar minhas experiências profissionais mais importantes de forma que chamasse a atenção do recrutador.

Foram muitos modelos utilizados e cheguei até a olhar como outras pessoas faziam e divulgavam os seus currículos.

E agora, com o desemprego em alta, eu recomendo mais do que nunca pensar em como fazer um currículo que chame a atenção do recrutador e mostre, da melhor forma, os seus principais talentos e experiências para uma determinada vaga ou área.

Afinal, a concorrência está grande e você não pode deixar faltar um único detalhe para não ser deixado na pilha de currículos esquecidos pelos recrutadores, não é mesmo?

Por isso, dá uma olhada no resto deste artigo para saber como fazer um currículo perfeito sem deixar nenhuma informação de lado. Nos tópicos a seguir você fica sabendo:

  • Como fazer um currículo: o que colocar
  • Qual o formato adequado para um currículo online e impresso
  • O que NÃO colocar em seu currículo
  • Dicas extras para aprimorar o seu currículo

Monte um currículo do zero comigo

Assista ao vídeo abaixo para conferir como criar seu próprio currículo online grátis do zero. No passo a passo eu mostro um modelo atualizado deste usado no post, porém a estrutura continua parecida e você pode adaptá-la para a sua profissão/ área de atuação.

Como fazer um currículo: o que você deve colocar

A falta de informações sobre o candidato é um dos maiores motivos para um currículo ser descartado por um recrutador. Mas, não se engane enchendo o documento com informações irrelevantes para a vaga: menos também é mais.

A única ferramenta que você precisa para criar e exportar seu currículo é um editor de textos, como o Word da Microsoft, ou o da LibreOffice, que é gratuito.

Veja a seguir o que você deve colocar nesse documento.

Cabeçalho: nome e informações para contato

A primeira coisa que um recrutador precisa ver ao pegar o seu currículo é, obviamente, seu nome, por isso este item deve estar em uma fonte maior e logo no início da folha, assim como quando você coloca um título para algum trabalho.

Abaixo, informe a sua idade, cidade e país onde vive. Para os contatos, bastam o número de celular, e-mail e endereço do LinkedIn. Então, o cabeçalho do arquivo deve ficar mais ou menos como a imagem acima.

Resumo

Abaixo do cabeçalho do seu currículo você precisa incluir o objetivo profissional, que é a área onde deseja trabalhar, ou um resumo de suas experiências profissionais.

Esses dois itens podem mudar dependendo da empresa/ vaga na qual você está se candidatando. Por exemplo: se você é formado em publicidade e deseja disputar uma oportunidade em mídias sociais, especifique isso no seu objetivo/ área de interesse, ao invés de colocar apenas “Publicidade/ Marketing”.

Geralmente, quando eu não tenho intenção de enviar meu currículo para uma companhia/ vaga específica, eu prefiro deixar um resumo das minhas experiências profissionais. Exemplo: Engenheiro com XX anos de experiência em xxx.

Nesse trecho você também pode colocar alguma experiência muito relevante, como um projeto concluído que causou grande impacto.

Formação profissional

Esta parte do seu currículo deve trazer as informações sobre sua educação. Liste as formações das mais atuais até as mais antigas.

Lembrando que não é preciso colocar absolutamente tudo o que você estudou: adapte essas informações para sua área de interesse. Se já tiver feito uma graduação e pós-graduação, não é necessário colocar o seu ensino médio, por exemplo.

Experiência profissional

Este item é um dos mais importantes para um recrutador analisar sua trajetória na carreira.

Inclua o nome da empresa, o cargo que você ocupou, o período em que você trabalhou ali e as suas principais atividades e projetos desenvolvidos.

Se houver números e resultados legais para compartilhar, este é o lugar certo!

Atividades ou reconhecimentos importantes

É nessa parte que você pode colocar alguns cursos livres que tenha feito para aprimorar seu currículo, ou então os workshops e congressos importantes ou até mesmo algum prêmio/ reconhecimento legal que tenha recebido por seu trabalho.

Habilidades

Eu já tive pelo menos três modelos de currículo diferentes e em todos eles eu listava, ao final do documento, as minhas principais habilidades com programas/ sistemas operacionais.

Isso ajuda a empresa a saber se você realmente se encaixa no perfil da vaga e se terá capacidade para exercer as atividades do cargo em questão.

Então, use essa lista para colocar suas competências em sistemas importantes para sua profissão, como um pacote Office, pacote Adobe, uma linguagem de programação, ferramenta de design ou qualquer outra habilidade específica relevante para a sua área de atuação.

O que NÃO colocar em seu currículo

Existem certas coisas que você simplesmente não precisa e nem deve colocar em seu currículo por questões de segurança e bom senso, como:

  • RG, CPF, CNH e título de eleitor
  • Data de nascimento
  • Nome dos pais
  • Dados bancários
  • Endereço de residência

Também evite termos genéricos e clichês como “profissional com muita garra”, “dinâmico”, “pró-ativo”, “dedicado”, “perfeccionista”, etc. E a não ser que que a empresa lhe peça, não inclua último salário e nem pretensão salarial.

O formato ideal para currículo online ou impresso

O currículo ideal para um profissional de nível júnior a pleno deve ter, no máximo, duas páginas. Apenas isso!

Nada de encher linguiça achando que o recrutador pode ficar impressionado com um documento de 10 páginas.

Não se esqueça: seu currículo passará por uma triagem automática e depois terá 10 segundos para conquistar um recrutador!

Quanto mais curto e objetivo seu currículo, mais chances de você ser considerado para a entrevista.

E, além do tamanho, atente-se às seguintes características para um formato de currículo bem fácil e prazeroso para visualizar:

Modelo de página: A4/ Carta

Formato do arquivo: DOC/ DOCX ou PDF

Fontes recomendadas: fontes sem serifa e que apresentem maior compatibilidade com todos os sistemas e programas possíveis, como Arial, Calibri, Open Sans, Source Sans Pro, Tahoma e Verdana.

Esses são estilos encontrados em dispositivos de diferentes modelos e marcas, então a chance do formato do seu currículo ser alterada em diferentes telas será menor.

Tamanho da fonte: entre 10 a 12 para textos e entre 14 a 18 para títulos e subtítulos

Dicas extras

Tenha um endereço de e-mail para assuntos profissionais

Cuidado com endereços de e-mail muito pessoais e informais – como aqueles que você criou quando era adolescente (relaxa, todo mundo já teve!).

Se for o caso, crie um e-mail só para colocar em seu currículo que seja fácil de identificar e de escrever, de preferência no formato: nome-sobrenome@email.com ou nome-profissao@email.com.

O inglês é essencial no seu trabalho? Experimente traduzir seu currículo

Se você está buscando uma carreira internacional ou vai enviar seu currículo para uma multinacional, vale a pena ter uma versão traduzida de seu currículo.

Só não vale colocar tudo no Google Translate e copiar. Veja neste link algumas dicas interessantes para você fazer seu currículo em inglês.

Foto no currículo: devo colocar?

A foto é um recurso opcional nos currículos e pode ser colocada logo no cabeçalho do documento – de preferência, alinhada do lado esquerdo ou direito.

Mas, dependendo da área para a qual você está se candidatando, é aconselhável deixar esse elemento de fora do seu currículo.

Geralmente, a foto conta mais para vagas na áreas criativas, como moda e estilo ou para quem trabalha com TV, por exemplo.

Se você for colocar uma foto sua no currículo, certifique-se de que ela está na mesma proporção e padrão de uma foto 3×4, com fundo neutro e com seu rosto de frente.

Imprimir ou não o currículo?

Dependendo da sua profissão, pode ser interessante ter versões impressas do seu currículo para entregar assim que você for chamado para uma entrevista.

Mas, com as vagas e candidaturas cada vez mais estão sendo feitas no ambiente digital, não se preocupe em gastar tinta da impressora ou dinheiro para ter versões do seu currículo em papel a não ser que isso seja realmente necessário.

Seu currículo estará sempre em constante mudança

Currículo profissional é uma coisa que deve ser atualizada frequentemente para novas vagas ou conforme você adquire novas experiências importantes ao longo dos meses.

Por isso, a não ser que você realmente trabalhe em uma área criativa (design, arquitetura, web design, etc.) não é preciso ir tão “fora-da-caixa” com o seu currículo logo de primeira.

Tenha um modelo simples e fácil de editar para você, seguindo os requisitos que eu citei nesse artigo.

Afinal, a ideia é que você atualize e sempre personalize ele de acordo com a vaga para a qual você está se candidatando.

Aliás, eu já falei sobre isso em um outro artigo onde falo sobre os 3 passos para você conseguir um emprego mais rápido.

Caso você ainda não tenha visto, clica no botão aqui embaixo e corre pra aplicar as dicas que eu ofereço lá também (tem até vídeo!!!).

3 PASSOS PARA VOCÊ ENCONTRAR UM EMPREGO MAIS RÁPIDO

Caso você já tenha terminado de editar e atualizar seu currículo e queira começar a enviar ele por email para recrutadores e empresas, confira o artigo abaixo onde eu trago um exemplo de texto para você enviar seu currículo por email:

Email para enviar currículo: modelo de texto e dicas para abordar recrutadores!

Se esse post te ajudou, não esquece de compartilhar ele com seus amigos e amigas nas redes sociais, é só clicar em um dos botões aqui embaixo desse post! 🙂

Até o próximo artigo!

7 de dezembro de 2020 0 comentários
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Eu mergulhei no mundo de conteúdos sobre carreira e trabalho em 2013, quando ainda era repórter, e ali me dei conta do quanto a gente sai da escola e da faculdade sem ter ideia de como lidar com o mercado de trabalho.

 

 

Eu mesma tantas vezes me vi em situações “cabeludas”, recebendo menos do que poderia pelo meu trabalho e passando dificuldades para entender o que diabos os recrutadores esperavam de mim no processo seletivo.

 

 

Foram muitos anos de experiência, erros e acertos na minha própria carreira e uma mudança de país que mudaram tudo o que eu penso sobre trabalho. E pra evitar que mais pessoas tenham essas dificuldades, hoje tenho a meta de compartilhar cada aprendizado sobre vida profissional com o máximo de pessoas possível no Brasil e fora dele!

 

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